Somos cobaias dos transgênicos



Informativo do Sítio A Boa Terra

Por: Joop Stoltenborg
Após a aprovação do feijão transgênico, é de se esperar que logo vamos ter o arroz transgênico aprovado para termos um cardápio transgênico completo.  
A leitura parcial do livro “Roleta Genética”, de Jeffrey Smith, me deu muitos motivos para me recusar a comer transgênicos. Mas atualmente viver sem consumir nada disso é quase impossível. Hoje, vi um pacote de maisena com o T, que alguém comprou por engano, com os dizeres “produto produzido a partir de milho transgênico”. E ao encontrar uma marca sem o símbolo do transgênico, ainda é duvidoso se realmente está livre do mesmo. O IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor) – publicou em 17-3-2011: “teste em dez alimentos mostra que empresas não informam presença de transgênicos.“ Entre eles,  alimentos como biscoitos recheados, mistura para bolo e barra de cereal. 
Também a proteína animal está contaminada com transgênicos. Boa parte dos peixes é produzida em cativeiro, em água salgada do mar ou água doce dos rios e represas. O alimento para os peixes é feito com milho e soja transgênicos. O mesmo vale para a ração consumida pelos frangos e galinhas não-orgânicas. A carne dos bois criados em confinamento com silagem e ração de milho também já está contaminada com transgênicos. Não vi em nenhuma embalagem de peixe ou frango congelado o T de transgênicos, embora boa parte esteja cheia dos mesmos.


Agora, em 15/09/11, foi liberado o feijão transgênico para o cultivo e consumo. Isso é extremamente grave por se tratar de um alimento de consumo diário. Um grupinho de 27 pessoas, representando os 180 milhões de consumidores brasileiros, decidiu isso.

Este grupo, chamado de Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), na verdade não dá segurança nenhuma ao consumidor. O princípio da precaução, que pede testes transparentes e prolongados em animais para saber seus riscos para a saúde da humanidade e o meio-ambiente antes de liberá-lo para produção e  consumo, não  foi  respeitado  Infelizmente a nossa Embrapa –   Empresa Brasileira de Pesquisa     Agropecuária - segue a mesma praxe das multinacionais. Todo o povo brasileiro vai servir de cobaia para o feijão transgênico. O presidente Edilson Paiva, presidente da CTNBio, é alvo freqüente de críticas por acelerar a aprovação rápida de novas variedades transgênicas. Em 2007 afirmou ao jornal ”Valor Econômico” que o herbicida glifosato, o mais vendido no Brasil, era tão inofensivo que poderia ser ingerido sem implicar qualquer risco para o ser humano. No livro “Roleta Genética”, os perigos do glifosato (Round-up) são mencionados em 22 páginas.
O arroz transgênico “Libertylink” da Bayer já existe desde 2008, mas a Embrapa se manifestou contra a liberação do plantio, mas depois do “casamento” da Embrapa com Syngenta no dia 28/04/10 há de se esperar que logo vamos ter o arroz transgênico aprovado para termos um cardápio transgênico completo. 

Salve-se com os orgânicos! 

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