Fazenda Nata da Serra é tida como modelo


Jornal O Serrano em 04/11/2011
Uma propriedade rural no Bairro da Serra é referência na produção orgânica nacional. A Fazenda Nata da Serra é classificada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuá-ria  Embrapa como Unidade de Demonstração. Já o Ministério da Agricultura a qualifica como Fazenda Modelo. Por isso, os proprietários Ricardo José Schiavinato e Fernanda recebem com muita frequência grupos de estudantes, profissionais e pesquisadores para cursos na fazenda.

A princípio, a área que também recebe visitantes que usufruem a Rota Turística do Bairro da Serra dá ao leigo a impressão de poucos cuidados, mas as explicações dos proprietários mostram que tudo está onde deveria para manter tudo equilibrado. Exemplo disso são os arbustos denominados flor de mel que estão sendo plantados em vários pontos da propriedade com o objetivo de atrair o que Schiavinato chamou de insetos benéficos. Há as pragas e normalmente os inimigos naturais são os insetos (atraídos pelas árvores) que se alimentam de insetos. Já para os insetos que podem ser vetores de doenças existem armadilhas para moscas que são atraídas por feromônios: hormônios produzidos com o objetivo principal de promover a atração sexual de indivíduos da mesma espécie.

Essas e outras iniciativas permitem que não se usem qualquer tipo de veneno nos cerca de 100 hectares de propriedade. Uma preocupação que segue na contramão do padrão nacional. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Os Estados unidos produzem três vezes mais grãos que o Brasil e usam menos agrotóxicos, lembrou.

Hortaliças, tomate, pimentão, pepino japonês, abobrinha italiana e morangos são as culturas comercializadas.

Durante a visita da equipe do Jornal O SERRANO, o proprietário mostrou uma de suas estufas tomadas por milho plantado exclusivamente para o enriquecimento do solo. Há ainda uma usina para produção de laticínios, também orgânicos.

Apesar de toda a boa imagem que a Fazenda Nata da Serra representa para a cidade, a clientela local ainda é pequena. A maior parte do que sai vai para a as regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo, além de clientes em algumas capitais estaduais brasileiras.

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