terça-feira, 27 de março de 2012

Soja transgênica chega a 85% da área de plantio no Brasil, aponta consultoria


NOTÍCIAS

Mercado Rural. Net em 27/03/2012

Soja transgênica chega a 85% da área de plantio no Brasil, aponta consultoria
Levantamento realizado pela consultoria Safras & Mercado mostra que a área semeada com variedades transgênicas de soja alcançou 85% da área total na safra 2011/2012, atingindo 21,32 milhões de hectares. O número é 15% superior aos 18,62 milhões de hectares da safra anterior.

Conforme a consultoria, a favor da transgenia houve a maior facilidade nos tratos culturais, redução no custo de produção, diminuição nos preços dos herbicidas, maior disponibilidade de variedades adaptadas, boa oferta de variedades precoces, firme elevação na média das produtividades obtidas e melhora no nível de aceitação pelo mercado consumidor.

Na outra ponta, as limitações ao uso da soja transgênica podem ser destacadas na discussão da cobrança dos royalties pela detentora da tecnologia, no aparecimento de ágio no preço da soja convencional, no aumento da resistência de ervas daninhas ao glifosato e campanha institucional visando o aumento da pesquisa e da utilização de variedades convencionais.

Nos Estados, Goiás apresentou incremento de 14% no plantio de soja transgênica, contra 13% de Mato Grosso, 11% do Paraná, e 10% de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na liderança no nível de utilização estão o Rio Grande do Sul, com 99% da área, Santa Catarina com 93%, Paraná com 91%, Mato Grosso do Sul com 90% e Goiás com 88%.

via http://agricultura.ruralbr.com.br

segunda-feira, 26 de março de 2012

Sucos industrializados com apenas 1% de fruta na sua composição?




20/03/2012

Muitas empresas escondem do consumidor a informação sobre os ingredientes e duas empresas também se recusaram a fornecer esse dado ao Idec/ Foto: stevendepolo 

Uma pesquisa realizada pelo Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), mostra que embalagens de alimentos industrializados não contêm as quantidades significativas de ingredientes que deveriam.

O Idec fez o levantamento de 18 produtos e 15 marcas de iogurtes, refresco em pó, gelatinas, isotônicos, sorvetes e néctares, e concluiu que em oito deles não existiam vestígios de frutas, e os outros dez haviam quantidades bem pequenas, cerca de 10%, na sua maioria girando em torno de 1%.

Com tudo, boa parte dos produtos possuía imagens reais de frutas que ocupam a maior parte da embalagem, enquanto a lista de ingredientes fica escondida, dificultando a leitura do consumidor. Na maioria dos rótulos as empresas não informam se o alimento contém ou não fruta e o seu percentual em relação ao restante dos ingredientes.

Entre os alimentos pesquisados, apenas três não usam imagens de fruta (fresca ou estilizada): os isotônicos Gatorade e Marathon, e a gelatina Dr. Oetker. Mas eles destacam o nome da fruta que dá sabor ao produto, além de usar cores a ela associadas. No caso do Gatorade, por exemplo, a letra que designa a palavra “tangerina” ocupa 5 mm de altura dos 43 mm do rótulo. Não é tão grande, mas é a segunda maior letra do rótulo, perdendo apenas para a usada no nome da marca.

O istônico Gatorade, é um dos oito produtos que, ao ler a sua lista de ingredientes conclui-se não conter frutas em sua composição. O mesmo ocorre com sorvete Kibon, gelatina Dr, Oetker e o também isotônico Matathon.

Dos refrescos em pó, apenas o Tang, Camp e La Frutta informavam qual o seu percentual de fruta, 1% nos três.


Fonte: Redação EcoD

domingo, 25 de março de 2012

O que são Orgânicos?

Por incrível que pareça ainda existem muitas pessoas que não conhecem os alimentos orgânicos. Aproveito a boa definição do site do CI Orgânicos Centro de Inteligência de Orgânicos.

Diferente da produção convencional, a produção de orgânicos não utiliza agrotóxicos, transgênicos, fertilizantes sintéticos, além disso, não são processados com radiação ionizadora ou aditivos, seja na questão nutricional da planta ou no tratamento contra doenças e pragas. Logo, são isentos de quaisquer resíduos de agroquímicos prejudiciais à saúde humana e animal, são mais seguros para o consumidor e não contaminam o meio ambiente.



A Lei nº. 10.831, de 23 de dezembro de 2003 define agricultura orgânica de forma mais ampla, como descrito no Art. 1º:

“Considera-se sistema orgânico de produção agropecuária todo aquele em que se adotam técnicas específicas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais, tendo por objetivo à sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não renovável, empregando sempre que possível métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente. ”

Nas propriedades orgânicas, em todas as etapas de produção são utilizadas técnicas que respeitam o meio ambiente, buscando diversificar e integrar a produção de espécies vegetais e animais. Essa prática ajuda a a manter a biodiversidade e torna a agricultura sustentável.

Neste tipo de produção são adotadas práticas que visam à preservação e o uso responsável do solo, da água e do ar, de modo a reduzir as formas de contaminação e desperdício dos recursos naturais, o que gera também economia.

São diversos os benefícios proporcionados pela agricultura orgânica, como o pagamento de melhores preços aos agricultores, utilização de mão-de-obra em todo o sistema, proteção ambiental, melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e consumidores, dentre outros.

O sistema de produção orgânica tem sido adotado devido à crescente mudança na dieta da sociedade, que está cada vez mais preocupada com sua saúde e a preservação do meio ambiente, contribuindo para o desenvolvimento agrário, ciência e tecnologia, educação, segurança alimentar e para uma melhor qualidade de vida para pequenos produtores, que são os principais responsáveis por esse tipo de produção.

O alimento orgânico é mais seguro, saboroso, nutritivo. Em relação aos alimentos convencionais, seu tempo de conservação na geladeira é maior sem perda de nutrientes. A agricultura orgânica combina tradição, inovação e ciência para beneficiar o meio ambiente, promover relações justas de trabalho e proporcionar qualidade de vida para todos os envolvidos.


Referências Bibliográficas:

João Carlos Medeiros Madail, Daniela Lopes Leite, Celomar Mauch. Análise técnico-econômica de dois sistemas de produção de cebola: orgânico e convencional – estudo de caso. Embrapa Clima Temperado, ISSN 1806-9185 Julho, 2009 Pelotas, RS

Normas Básicas para a Produção e Processamento de Alimentos Orgânicos. IFOAM General Assembly em Mar Del Plata/Argentina, Novembro 1998

Renata Galhardo Borguini, Elizabeth A. Ferraz da Silva Torres. Alimentos Orgânicos: Qualidade Nutritiva e Segurança do Alimento. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, 13(2): 64-75, 2006

Aimée Novo Faria. Dossiê Técnico – Agricultura Orgânica. Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília – CDT/UnB, Janeiro de 2007.

BRASIL, 2003. LEI Nº 10.831, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2003. – Disponível em:http://www.redejucara.org.br/legislacao/lei_10831_2003.pdf

Acesso em: 06 jan 2012

http://www.prefiraorganicos.com.br/oquesao.aspx

Acesso em: 05 jan 202

http://www.organicaalimentos.com.br/?page=pages/informacoes.php

Acesso em: 05 jan 202

sábado, 24 de março de 2012

Maionese x Azeite

A propaganda na TV diz que a maionese é mais saudável que o azeite de oliva. Isso é possível? Vamos comparar os ingredientes de cada um? 


Maionese Hellmann's

Ingredientes:
Água, óleo vegetal, vinagre, amido modificado, ovos pasteurizados, açúcar, sal, suco de limão,acidulante, ácido lático, espessante, goma xantana, conservador ácido sórbico, sequestrante EDTA cálcio dissódico, corante páprica, aromatizante (aroma natural de mostarda) e antioxidantes ácido cítrico, BHT e BHA. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

 





Azeite Orgânico Native
Ingredientes: Azeite de oliva extra virgem. Acidez: 0,2%. NÃO CONTÉM GLÚTEN.










Azeite Espanhol Extra Virgem BORGES 
Ingredientes:
Azeite extra virgem extraído de azeitonas.





É bom deixar claro: qualquer que seja a marca, orgânica ou não, Azeite é alimento. Maionese Hellmann's é um produto industrializado.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Tudo tem jeito, só depende de nossas atitudes


Você conhece os ‘aditivos alimentares indiretos?
Por Malu Paes leme, 23/03/2012

Você sabia que em 2002, nos EUA, os plásticos para embalar alimentos eram classificados pela FDA como “aditivos alimentares indiretos”? 

Isso aconteceu porque é sabido que os plásticos liberam substâncias químicas nos alimentos, na água e no corpo humano.

Segundo Victor O. Sheftel, eminente estudioso do impacto das toxinas sobre o meio ambiente, do Ministério de Saúde de Israel, 80% de todos os alimentos que consumimos são embalados em plásticos, e os polímeros plásticos liberados nos alimentos são capazes de produzir efeitos cumulativos tóxicos no longo prazo.

 

Terrível essa notícia, não é mesmo? Mas como tudo na vida, tem solução. E esta começa com a nossa atitude perante essas informações.

Vejamos algumas dicas básicas sobre como fazer uma mudança positiva:
O primeiro passo é reconhecermos nosso alimento biológico e natural: frutas maduras em abundância, verduras e vegetais crus, e algumas poucas nozes e castanhas cruas. Dessa forma, já estamos evitando a utilização da maioria das embalagens, como acontece com os alimentos industrializados. Nos supermercados, infelizmente, ainda encontramos várias frutas, vegetais e verduras embaladas em isopor e plásticos, dois poluidores do meio ambiente e transmissores de substâncias químicas indesejáveis para nossa saúde. E é por isso que muitas vezes o melhor é comprar nas feiras de rua de sua cidade, pois lá conseguimos comprar “a granel” e não precisamos levar pra casa esse lixo.

Segundo passo é dar preferência aos alimentos orgânicos. E isso vai além de ser apenas porque eles não contêm agrotóxicos, mas muito mais pelo respeito à biodiversidade, aos trabalhadores rurais e o menor impacto ambiental.

Terceiro passo é mudarmos nosso “conformismo” em relação a todos os alimentos terem de vir embalados em plástico. Temos de escrever ou ligar para o SAC das empresas para afirmar que não queremos mais que eles venham dessa forma.

Quarto passo é carregarmos nossas sacolas de pano (ou ecobags). Devemos retirar os alimentos que estiverem nessas embalagens e os colocar diretamente na sacola de pano e até mesmo falar para o gerente do supermercado e para o feirante que não queremos que eles sejam embalados em plástico e isopor. Outra ideia é “re-utilizar” camisetas velhas, lavá-las e usá-las para envolver os alimentos para não sujar ou encostar em outros.

Quinto passo é comprar potes de vidro com tampa para armazenar seus alimentos na geladeira ou fora dela (afinal, toda vez que deixamos muito tempo o alimento no saco plástico ou vasilha plástica e abrimos a geladeira, ajudamos na mudança de temperatura e fazemos com que os polímeros plásticos se soltem ainda mais). Você também pode envolver algumas frutas em panos limpos ou em camisetas velhas reutilizadas.

Viu como quando a gente quer mudar para melhor sempre arrumamos várias soluções?
Essas foram só algumas ideias. Agora, deixo você utilizar a criatividade e descobrir mais soluções para fazermos essa mudança de uma forma responsável e consciente.

Referencia: livro “Cem Anos de Mentira”, de Randall Fitzgerald

segunda-feira, 19 de março de 2012

Comida: Supermercados tendem a inflacionar alimentos orgânicos

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16/03/2012 - 15h20 | da Folha.com
DE SÃO PAULO
O programa "Comida" desta sexta-feira voltou a falar sobre os alimentos orgânicos. Nesta edição, a jornalista Luiza Fecarotta fala sobre as grandes redes de supermercado que inflacionam o preço desses produtos. "Eles aproveitam o carimbo de marketing que há por trás desses alimentos e jogam o preço lá pra cima", diz.



Parceria da Folha com a Rádio CBN, o programa "Comida" vai ao ar às quartas e sextas-feiras, às 10h50.

Comidinha da vovó: Caseira e eficiente


Pesquisas já comprovaram que boa parte das receitas caseiras usadas para o combate de gripes e resfriados tem lá o seu fundamento. "Nossos antepassados sabiam o que estavam fazendo", diz Tânia Rodrigues, da RG Nutri Consultoria Nutricional. Isso não quer dizer que se possam ignorar conselhos médicos e remédios adequados quando os sintomas persistem. Mas é útil conhecer as propriedades de algumas soluções domésticas:

Alho e cebola: contêm componentes sulfurados, que reforçam o sistema imunológico. Têm propriedades antiinflamatórias e antibióticas.

Canja: além do valor nutricional, é um ótimo expectorante, pelo calor do líquido e pelo fato de a carne de galinha, quando cozida, liberar o aminoácido cisteína, que dilui o muco das vias respiratórias.

Cenoura, abóbora e folhas escuras: são ricas em betacaroteno, nutriente que ajuda o pulmão a combater o muco excessivo.

Limão: tem vitamina C, antioxidante, e, na forma de chá, é um expectorante. O caldo deve ser adicionado ao chá apenas no final do preparo.

Couve: tem vitaminas A, B e C, que reforçam as defesas do organismo. Contém também minerais como o enxofre, com efeito expectorante.

Mel: além de ser uma boa fonte de energia, tem pequenas quantidades de flavonóides e terpenos, que combatem as bactérias.


Fonte: Veja On-line

O que é Gordura Vegetal, Trans ou Vegetal Hidrogenada


Biscoito, salgadinhos, sorvete e margarina são uma bomba de gordura trans. Fotos: Alfredo Franco, Pedro Rubens e Luna Garcia/DEDOC
Biscoito, salgadinhos, sorvete e margarina são uma bomba de gordura trans. Fotos: Alfredo Franco, Pedro Rubens e Luna Garcia/DEDOC
Desde 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) obriga todos os fabricantes a indicar no rótulo a quantidade de gordura trans presente nos alimentos. Por outro lado, o Ministério da Saúde também tenta acabar com a utilização dessa gordura, seguindo o exemplo de países como Suíça e a Dinamarca, onde ela é proibida. A perseguição tem um bom motivo. Estudos científicos comprovaram que essa gordura é extremamente prejudicial à saúde: além de aumentar os níveis de colesterol ruim, o LDL, também diminui a taxa de colesterol bom, o HDL. E isso significa elevar o risco de arteriosclerose, infarto e acidente vascular cerebral.
A gordura trans é o nome dado à gordura vegetal que passa por um processo de hidrogenação natural ou industrial. "Algumas carnes e o leite já têm essa gordura, mas em pequena quantidade. O que preocupa mesmo são as gorduras usada pela indústria", explica Samantha Caesar de Andrade, nutricionista do Centro de Saúde Escola Geraldo Horácio de Paula Souza, da Faculdade de Saúde Pública da USP. 
A gordura vegetal hidrogenada faz parte do grupo das gorduras trans e é a mais encontrada em alimentos. Ela começou a ser usada em larga escala a partir dos anos 1950, como alternativa à gordura de origem animal, conhecida como gordura saturada. 
Acreditava-se que, por ser de origem vegetal, a gordura trans ofereceria menos riscos à saúde. Mas estudos posteriores descobriram que ela é ainda pior que a gordura saturada, que também aumenta o colesterol total, mas pelo menos não diminui os níveis de HDL no organismo. 
Em geral, as gorduras vegetais, como o azeite e os óleos, são bons para a saúde. Porém, quando passam pelo processo de hidrogenação ou são esquentadas, as moléculas são quebradas e a cadeia se rearranja. Essa nova gordura é que vai fazer todo o estrago nas artérias. Esse processo de hidrogenação serve para deixar a gordura mais sólida. E é ela que vai fazer com que os alimentos fiquem saborosos, crocantes e tenham maior durabilidade. O grande desafio atual da indústria é encontrar uma alternativa mais saudável à gordura trans, sem que os alimentos percam suas propriedades.
A gordura trans não é sintetizada pelo organismo e, por isso, não deveria ser consumida nunca. Mas, como isso é quase impossível, o Ministério da Saúde determinou que é aceitável consumir até 2g da gordura por dia, o que equivale a quatro biscoitos recheados. 
Mesmo tendo isso em mente, um dos grandes problemas para o consumidor é conseguir perceber com clareza quanta gordura trans existe em cada alimento. "A Anvisa determinou que, quando uma porção do alimento possuir até 0,2% da gordura, o rótulo pode dizer que o produto não tem gordura trans, o que não é verdade", explica Samantha Andrade. Ou seja, se a embalagem traz os valores referentes à porção de dois biscoitos e esses contiverem 0,2g de gordura trans, o fabricante pode afirmar que o produto é livre dela. Mas, na verdade, se uma pessoa comer 20 biscoitos terá consumido os 2g da gordura. "Por isso, o melhor jeito do consumidor ter certeza do que está comprando é verificar a lista de ingredientes para checar se não existe gordura vegetal hidrogenada na composição do produto", ensina a nutricionista. Vale lembrar que os alimentos que mais contêm gordura trans são bolachas, pipocas de microondas, chocolates, sorvetes, salgadinhos e todos os alimentos que tem margarina na composição.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Teste encontra produtos transgênicos não rotulados


Em pratos limpos

8, março, 2012Sem comentários
Proteste encontra ingredientes modificados em 23 produtos, mas apenas seis traziam essa informação na embalagem
O Globo, 29/02/2012
Se os alimentos transgênicos são um assunto polêmico na área médica – até hoje não há um estudo definitivo sobre os benefícios ou prejuízos que eles podem causar à saúde –, na área da defesa do consumidor não existe dúvida: a legislação brasileira determina, por meio do decreto 4.680/2003, que qualquer produto que contenha mais que 1% dessa matéria-prima traga essa informação na embalagem. Entretanto, um levantamento inédito [sic] realizado pela Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor revela que a maioria dos fabricantes, mesmo os que cumprem a lei [sic], não imprime nos rótulos o selo que indica a utilização dos chamados Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). O consumidor, em geral, compra um produto sem saber o que está levando para casa.
Foram avaliados em laboratório 44 produtos industrializados. O objetivo foi verificar se continham soja ou milho transgênicos em sua composição, bem como a quantidade destes. A Proteste também checou se os fabricantes divulgam essa informação nos rótulos. Em primeiro lugar, foram avaliadas as embalagens de todos os itens para ver quais traziam o símbolo de transgênico. Apenas seis continham tal informação: os biscoitos de milho Fofura, Yokitos, Doritos e Cheetos, e os complementos à base de cereais Maizena, Cremogema e Yoki Cremokrem Tradicional. O resultado foi considerado preocupante pela coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci:
– Acho muito pouco, e esse resultado indica que não está havendo fiscalização. É mais preocupante porque o decreto (que estabeleceu a obrigatoriedade da informação sobre uso de matéria-prima transgênica nas embalagens) foi amplamente discutido com os fabricantes – afirma Maria Inês.
Todas as embalagens deveriam ter a informação correta
A segunda fase do teste visou a detectar a presença de soja ou milho transgênicos nos alimentos, e o resultado foi positivo para 23 amostras. Em seguida, foi realizada a quantificação do ingrediente geneticamente modificado nesses produtos. Nove não puderam ser quantificados, pois os teores de ingredientes alterados eram inferiores ao limite de detecção do método utilizado na testagem. De acordo com a Proteste, oito produtos apresentavam mais de 2% de transgênicos em sua composição e deveriam trazer essa informação no rótulo, o que, no entanto, não foi feito pelos fabricantes do biscoito à base de milho Fandangos e dos complementos de cereais CarrefourQualitá e BomPreço. Os demais produtos testados continham menos de 1%.
“Os 23 produtos à base de soja e milho transgênicos encontrados neste teste deveriam trazer a informação em seus rótulos, e não somente os seis que constatamos”, argumenta a Proteste. Para a entidade, todos os fabricantes, independentemente da quantidade de ingredientes transgênicos utilizados, deveriam colocar essa informação à disposição do consumidor. (…)
Os resultados das análises foram encaminhados pela Proteste ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, já que alguns fabricantes não cumpriram a determinação do decreto 4.680. A entidade também enviou o levantamento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que esta fiscalize as empresas que não seguem a legislação. (…)
Carrefour diz que deixará de vender produtos transgênicos
Em nota, o Carrefour informou que ao longo de 2012 sua linha de itens marca própria será adaptada às diretrizes de qualidade e do grupo, “que determina a não utilização de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) na composição de seus produtos.”
A marca Qualitá, do Grupo Pão de Açúcar, informou que “já providenciou a alteração da informação nas embalagens de amido de milho, sendo que esta informação já consta nos novos lotes de produtos”. (…)
Fonte: O Globo, 29/02/2012.
Nota do Blog: O Carrefour do Brasil não segue as normas da Matriz? E o Grupo Pão de Açúcar não é mais lugar de gente feliz? Havia uma carta de comprometimento junto ao Greenpeace das empresas citadas de não utilizarem matérias primas transgênicas em suas marcas próprias. Que pena... não são mais confiáveis.

De Agricultor para Agricultor – A verdade sobre as culturas transgênicas

Michael Hart, um agricultor inglês e ativista em prol da agricultura familiar, viajou aos EUA para produzir um documentário. Queria saber se as lavouras transgênicas funcionam e se são eficientes do ponto de vista dos custos de produção.
O primeiro agricultor entrevistado, Rodney Nelson, de Dakota do Norte, mostra plantas de canola tolerantes ao Roundup invadindo lavouras de beterraba transgênica e adverte para o fato de que, ciente de que este tipo de problema está se disseminando, a Monsanto já está requerendo direitos de patente sobre o processo de se misturar herbicidas no tanque de aplicação – algo que os agricultores vão acabar fazendo. Aliás, a própria Monsanto orientou esse agricultor a arrancar com as mãos as plantas de canola invasoras. Rodney relata ainda que não conseguiu manter seu negócio de produção de soja não transgênica para exportação para o Japão devido ao problema da contaminação (chegaram a ter 50% de carregamentos contaminados). Segundo ele, nem mesmo as sementes convencionais puderam manter-se livres da contaminação. Ele explica claramente como os agricultores de sua região ficaram reféns do sistema de cultivo transgênico, mostrando que a adoção generalizada da biotecnologia trata-se muito mais de falta de opção do que de uma escolha deliberada.
Outro agricultor do mesmo estado, Todd Leake, relata que a chamada “coexistência” entre as lavouras transgênicas e não transgênicas é totalmente impossível, mesmo que sejam tomados todos os cuidados para evitar a contaminação desde a produção da semente até a comercialização e distribuição comercial do produto final.
Corky Jones, outro agricultor que cultiva 1.200 hectares de soja e milho transgênicos no estado do Nebraska, conta que tem sido necessário aplicar ao menos três tipos de herbicidas para controlar as plantas espontâneas no sistema transgênico. E conta que os agricultores, que agora adotam um sistema de produção que acaba custando muito mais caro, não voltam ao sistema convencional porque não há sementes convencionais disponíveis. Segundo ele, “as empresas de sementes abandonaram a pesquisa na agricultura convencional”.
Um outro agricultor de Missouri relata como todos em sua região acabaram reféns do milho transgênico Bt, letal a um tipo de lagarta que, na verdade, só chegava a causar prejuízos econômicos em média a cada dez anos.
Os poucos agricultores encontrados durante a viagem que produziam soja e/ou milho não transgênicos mostraram utilizar menos herbicidas e ter menores custos de produção.
vídeo, com legendas em português, tem 23 minutos. Vale a pena conferir.




AS-PTA Número 577 - 16 de março de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

Cerveja, bala e salsicha têm substância cancerígena do refrigerante

Fonte: Saúde IG 

Especialistas alertam que ainda não há risco comprovado do 4-MI à saúde, mas dieta saudável já exclui estes alimentos
Entidade faz alerta sobre substância perigosa presente no corante dos refrigerantes

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dicas infalíveis para o seu filho NÃO comer alimentos naturais


Meu Nutricionista

Concordam que o sonho de todos os pais é que seus lindos filhos cresçam fortes e com saúde, nunca fiquem doentes e consumam sempre alimentos saudáveis?


Esse sonho pode ser frustrado em pouco tempo se algumas mudanças de comportamento (em especial dos pais) não forem analisadas. Acompanhe comigo 10 de alguns dos motivos pelos quais as crianças não gostam de alimentos naturais e veja se você não está cometendo uma gafe!

1° – Os pais nunca ofereceram aquele alimento [e por isso a criança não conhece].
2° – Pai ou mãe não gosta de determinado alimento e nem insiste em experimentá-lo [e por isso não compra].
3º - Pais querem que seus filhos se alimentem de forma saudável, mas não fazem o mínimo esforço em acompanhá-los [Cooome, filhinho... faz bem pra sua saúde – mas eu não como!].
4° – A mãe tem preguiça de preparar alimentos caseiros e a falta de tempo ainda contribui para isso [como se fossemos escravos do tempo].
5° – A forma de apresentação do alimento não é chamativa, não é colorida, não é feliz [a visão infantil é diferente da visão adulta sobre alimentar-se. Ainda bem!].
6° - A criança não se sente estimulada a comer, muitas vezes é forçada e o ato de se alimentar não ser torna divertido, mas sim uma obrigação pelos pais [o modo de abordar faz toda a diferença].
7° – A família tem sempre a mesma rotina alimentar, tudo é muito padrão e sem novidades [como crescer de modo saudável com monotonia e mesmice de sabores?].
8° – Pais não tem o hábito de adquirir uma variedade de alimentos e introduzir novas preparações [filhos conhecem poucos alimentos naturais e não precisa ir muito longe... alguns nem sabem que a cenoura é cenoura, mas conhecem bem a cara do Ronald Mc Donald!].
9° – A criança não manipula mais o alimento, não tem contato e por isso deixa de conhecer suas as características: cor, sabor, odor, textura, consistência. [os pais não querem “bagunça” na cozinha, então a criança tem menos contato e curiosidade. A baguncinha pode trazer resultados excelentes para a alimentação dele e de quebra, aumenta o vínculo pais e filhos].
10° – Após a criança ter uma noção dos sabores, ninguém mais oferece à criança o que ela não gosta [ela começa a dominar a situação e os pais deixam de lado os outros alimentos que a criança já rejeita].

Vamos pensar...
Na infância é que se adquirem hábitos saudáveis e muitos pais se esquecem disso. Esquecem também que nesta fase da vida, a criança necessita de muitos nutrientes, vitaminas e minerais para o seu desenvolvimento e aprendizagem. Criança desnutrida ou carente de algum nutriente sofre de falta de atenção, é mais irritada, não consegue aprender na escola e fica instável até emocionalmente.

Como descobrir se a criança se alimenta bem?
Primeiro pergunte como anda a alimentação dos pais … Um é reflexo do outro. Não culpe as crianças. Elas não nascem sabendo os sabores e sua missão é apresentar isso à eles de um forma interessante, saborosa e só então aliar o conceito de saúde: “É bom pra você, meu filho”. Mas é bom pros pais também!

O apoio especializado em alimentação e nutrição é fundamental para que o seu filho cresça saudável. Não hesite em procurar um profissional nutricionista, que pode desenvolver um belo trabalho de educacional nutricional, ajudando e estimulando o seu filho e a família (lógico) a consumir mais alimentos naturais e a ter mais saúde, sempre!

LEMBREM-SE!!! Pais saudáveis, crianças saudáveis.
Nutr. Daiane Cunha Dutra
nutridaih@live.com
Congonhas - MG

segunda-feira, 12 de março de 2012

Rota dos orgânicos



IMAGEM DE DESTAQUELevantamento do Idec e do FNECDC informa a localização de feiras de alimentos sem agrotóxicos nas 27 capitais do país. Em cinco, porém, não foi encontrada nenhuma

Você consumiria mais alimentos orgânicos se...? Essa pergunta ficou disponível no portal do Idec durante o mês de janeiro. A grande maioria dos internautas que respondeu à enquete (74%) escolheu a opção “se ele fosse mais barato”. Em segundo lugar, com 20% dos votos, veio a opção “se houvesse mais feiras especializadas perto da minha casa”. Apesar de apontarem problemas diferentes, as duas respostas são mais similares do que se imagina. Os alimentos orgânicos, em geral, são mesmo mais caros que os convencionais porque já incorporam o custo da produção sustentável. Mas o valor é especialmente mais alto nos supermercados, como verificou a pesquisa do Idec realizada em 2010 e publicada na edição no 142 da Revista do Idec. Nas feiras especializadas encontram-se os melhores preços, e como identificou o levantamento de 2010, a diferença de valor de um mesmo produto em relação ao supermercado chegava a incríveis 463%! Contudo, nem sempre o consumidor sabe se existem feiras em sua cidade e, quando existem, onde ficam.

Para ajudar nessa tarefa, o Idec, em parceria com o Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor (FNECDC) e outras organizações que apoiam a comercialização agroecológica, pesquisou a existência desses espaçosnas 27 capitais do país e mapeou sua localização, o horário de funcionamento, os principais alimentos comercializados e se havia algum mecanismo que comprovasse sua origem orgânica. Foram identificadas 140 feiras em 22 das 27 capitais avaliadas. Em Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Macapá (AP), Palmas (TO) e São Luís (MA) nenhuma feira foi localizada. O Rio de Janeiro (RJ) é a cidade campeã, com 25 feiras orgânicas e agroecológicas. Brasília (DF) é a segunda, com 20 feiras, seguida por Recife (PE) com 18 e Curitiba (PR) com 16. Pena que elas são exceção, pois a maioria das capitais conta com número bem menor. Maior cidade do país, São Paulo (SP), por exemplo, só tem 9.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Pesquisadores suíços confirmam efeito letal de toxina Bt sobre joaninhas



   
Pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça (ETH), em Zurique, confirmaram a descoberta anterior de que a toxina Bt Cry1Ab produzida por plantas de milho transgênico aumenta a mortalidade de larvas jovens de joaninha de duas pintas (Adalia bipunctata L.) em testes de laboratório. Esses insetos são típicos “organismos não alvo” que supostamente não seriam afetados pelo milho transgênico. Além disso, são insetos benéficos, que promovem o controle biológico de outras pragas.
 
Em 2009 a equipe de pesquisadores liderados pela Dra. Angelika Hilbeck publicou o estudo original, que foi incluído, juntamente com muitas outras pesquisas, entre as provas utilizadas pelo governo alemão para justificar o banimento do plantio comercial de milho transgênico que expressa a toxina testada.
 
Não demorou para que a pesquisa começasse a ser atacada pelos defensores dos transgênicos, que em fevereiro de 2010 publicaram um conjunto de artigos na revista “Transgenic Research” acusando o estudo de ser baseado em “pseudo-ciência” e apresentando pesquisas próprias com o objetivo de desmentir o trabalho de Hilbeck.
 
Agora, em 15 de fevereiro de 2012, a equipe da Dra. Hilbeck publicou os resultados de testes complementares que confirmam as descobertas publicadas em 2009.
 
Os pesquisadores suíços também investigaram porque as pesquisas que buscavam desmentir as descobertas não puderam repetir os primeiros resultados, e chegaram a uma simples conclusão: “Mostramos que os protocolos aplicados por Alvarez-Alfageme et al. 2011 eram significativamente diferentes daqueles usados em nossos primeiros estudos, e muito menos propensos a detectar efeitos adversos de toxinas do que o estudo de 2009, assim como dos nossos experimentos complementares”, explicou Hilbeck. “Quando testamos os protocolos de Alvarez-Alfageme et al. 2011 com organismos alvo susceptíveis ao Bt, no caso a lagarta do cartucho, eles também não foram afetados pela toxina Bt – isso claramente desqualifica o método para avaliar efeitos negativos do Bt em organismos não alvo”.
 
Os autores da nova pesquisa destacaram ainda que as pesquisas que apresentam resultados que aparentemente sustentam os argumentos da ausência de riscos dos transgênicos recebem muito pouco escrutínio, aceitando-se, comumente, ciência de baixa qualidade. Por exemplo, crítica comparável à que atacou a pesquisa da Dra. Hilbeck não foi difundida em casos em que o organismo selecionado para testes foram larvas de Chrysopidae, que sem dúvida não eram capazes de ingerir a toxina Bt oferecida – portanto, fornecendo resultados do tipo “falso negativo”.
 
Embora o Departamento de Proteção Ambiental do governo dos EUA (EPA, na sigla em inglês) tenha reconhecido há alguns anos a inadequação da Chrysopidae para experimentos de avaliação de riscos de lavouras transgênicas, estudos com o inseto ainda constituem a base para a aprovação de lavouras transgênica Bt e são considerados “ciência rigorosa” por autoridades europeias.
 
“É surpreendente que as autoridades europeias, após implementarem a legislação de biossegurança, que é baseada no Princípio da Precaução e que demanda pesquisas de avaliação de risco ecológico cientificamente robustas e acompanhamento por duas décadas, ainda se fiem em protocolos sistematicamente falhos e em dados produzidos e promovidos pela indústria de biotecnologia e seus cientistas colaboradores”, declarou o Prof. Brian Wynne, do Centro de Estudos dos Aspectos Econômicos e Sociais da Genômica (Cesagen), da Universidade de Lancaster, no Reino Unido.
 
“A inútil controvérsia a respeito dos experimentos com a joaninha chama atenção para a necessidade do estabelecimento de protocolos e de pesquisas de avaliação de riscos ambientais relevantes. Instamos as autoridades europeias a superar sua confiança na expertise de apenas um setor – dominado pela indústria – ao estabelecer padrões para a aprovação de organismos transgênicos. Além disso, é necessária uma revisão das autorizações comerciais vigentes para o cultivo de plantas transgênicas.”, concluiu o Dr. Hartmut Meyer, coordenador da Rede Europeia de Cientistas para a Responsabilidade Social e Ambiental (ENSSER).
 
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