sexta-feira, 26 de julho de 2013

Falando de grãos: O que tem cálcio sem ser o leite?





Quantidade de cálcio em 100g de :

Amêndoas: 237 mg
Amendoim torrado: 39 mg
Aveia: 5 mg
Castanha de caju: 33 mg
Castanha do pará: 146 mg
Chia: 672 mg
Gergelim: 825 mg
Girassol: 116 mg
Leite de coco industrializado: 6 mg
Linhaça: 211 mg
Noz: 105 mg
Quinua: 112 mg
Semente de Abóbora:
Soja farinha: 206 mg
Soja natural: 17 mg

Fonte: Vegamet

Receitas de Leites Vegetais 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Saúde em Pratos Limpos



Grupo CoCriação

Nadia Cozzi
Idealizadora do Instituto Pedro Cozzi - Espaço DAR VIDA
Consultora de Alimentação Consciente
(11) 99158-4451 / (11) 3885-1148

Adriana Zamberlan
Portal Webfilhos - O amigo da Família
(11) 4419-1911 / 97336-4099
Food Revolution Day SP

Vagas limitadas - Faça sua reserva










sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sorvete orgânico existe?

Um passeio interessante com sabores diferentes .



Logo logo vou contar também sobre os sorvetes e sucos  La Naturele


Iogurte para intolerância à lactose

A substituição do leite de vaca pelo iogurte é uma boa opção para quem têm intolerância à lactose, pois o iogurte é rico em cálcio e possui uma menor quantidade de lactose, sendo mais facilmente digerido.
O iogurte é um leite fermentado por bactérias conhecidas como lactobacillus que digerem parcialmente a lactose, e por isso ele é mais fácil de digerir do que o leite, sendo especialmente indicado em caso de intolerância à lactose, já que é um alimento rico em cálcio, um mineral essencial para a saúde dos dentes e dos ossos.
O queijo também é outra alternativa ao leite de vaca, mas o problema neste caso é que tem uma quantidade de gordura maior e por isso pode ser contraindicado em casos de colesterol alto ou obesidade. O iogurte desnatado tem aproximadamente o,3% de gordura o semi-desnatado tem um teor de gordura de o máximo 1,8 e o iogurte integral alcança os 3,5% de gordura. A concentração de cálcio dos iogurtes é sempre mais elevada do que no mesmo volume de leite.

Gibi ou almanaque infantil da agricultura orgânica - EMBRAPA



Por - Estágio no Sítio dos Herdeiros
Publicado em: 09/07/2013

Agricultura orgânica ganha páginas de almanaque infantil



Criado para incentivar o consumo de hortaliças pelo público infantil, o Almanaque Horta & Liça traz histórias em quadrinhos e diversos passatempos que aliam lazer e informação. A proposta é estimular entre os pequenos novos e bons hábitos – tanto o da leitura quanto o da alimentação saudável – e tudo isso com uma abordagem lúdica e descontraída.

Em sua quarta edição, a publicação, idealizada pela Embrapa Hortaliças (Brasília/DF), explica como funciona o sistema de produção orgânico à turminha do Zé Horta e da Maria Liça. Quem não vai gostar nada do assunto é a Marina, que se assusta com as minhocas no solo, mas isso até descobrir que os túneis cavados por elas são essenciais para a ventilação das raízes das plantas e para a infiltração da água da chuva.

Eles vão aprender que na agricultura orgânica o que vale é produzir sem prejudicar o meio ambiente, por isso, os produtos químicos são proibidos nesse sistema de cultivo. Assim, o modo de produção orgânica preserva a biodiversidade e garante uma salada mais saudável.

Embrapa & Escola

O almanaque Horta & Liça é distribuído para instituições de ensino e para as crianças que
De acordo com Orébio de Oliveira, responsável pelo programa na Unidade, o almanaque tem uma aceitação muito boa entre os pequenos. “Eles ficam felizes com o brinde e logo começam a folhear as páginas para ler as histórias e preencher os passatempos”, conta.

Ele ainda diz que a animação é tanta que o brinde tem que ser entregue no final para não atrapalhar o andamento da visita. Este ano, o período de visitação vai até novembro e as escolas interessadas podem fazer o agendamento pelo telefone (61) 3385.9110 ou cnph.sac@embrapa.br.


Visitam a Embrapa Hortaliças por meio do programa Embrapa & Escola. Em 2012, mais de 1300 alunos de escolas da rede pública e privada conheceram a Unidade, os campos experimentais, as casas de vegetação e uma horta demonstrativa com produtos como alface, pimenta, berinjela, cebolinha, tomate, cenoura, entre outros.




Divirta-se!

Nos links abaixo, é possível conferir as aventuras do Zé Horta e sua turma.

- Almanaque Horta & Liça - Número 1

- Almanaque Horta & Liça - Número 2

- Almanaque Horta & Liça - Número 3

- Almanaque Horta & Liça - Número 4


Chef na Feira para crianças também


Para valorizar o ato de cozinhar, a Supervisão Geral de Abastecimento convida, a cada mês, um Chef de Cozinha para participar da feira de orgânicos no Modelódromo do Ibirapuera. A atividade, que acontece entre 10 e 12 horas, pode ser acompanhada desde a escolha dos produtos, na própria feira, até a preparação da refeição, oferecida para degustação por meio de vales, gratuitos, distribuídos pelos feirantes para 200 clientes.

A Chef convidada para sábado, 20 de julho, é Betty Kövesi. Formada em fonoaudiologia, Beth ingressou na Escola Wilma Kövesi em 1991, ministrando aulas para crianças. O foco do seu trabalho é aproximar crianças e adolescentes dos processos da culinária, conscientizando sobre os benefícios de uma alimentação equilibrada. É coautora, com a chef Gabriela Martinoli, do livro infantil Vamos pra Cozinha?

Neste sábado, Betty irá orientar as crianças no preparo de Rolinhos de pepino e cenoura, recheados com creme de ricota e folha de salsinha ou manjericão e Bocadinhos de banana com aveia e mel.

“Chef na Feira” integra as ações de Segurança Alimentar e Nutricional implementada pela Supervisão Geral de Abastecimento e conta com o apoio do Slow Food, do Instituto Kairós e de produtores da feira.

Serviço: A feira acontece todos os sábados, das 7 às 13h no CDC Modelódromo do Ibirapuera, Rua Curitiba nº 292, Vila Clementino (próximo ao Clube Circulo Militar). Estacionamento no local

Mais informações:
SUPERVISÃO GERAL DE ABASTECIMENTO - SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS
Assessoria de Comunicação
telefone 11 3229-0028
www.prefeitura.sp.gov.br/abastecimento
https://www.facebook.com/feira.ibirapuera

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Porque estas empresas se opõem à rotulagem dos transgênicos? É bom marcar quem são!


Mesa de controvérsias amplia debate sobre transgênicos no país

De Conselho Nacional de Segurança
Data: 12/07/2013
Beatriz Evaristo



Organizada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) sobre organismos geneticamente modificados, a “Mesa de Controvérsias – Transgênicos”, acontece nesta quinta e sexta-feira (11 e 12), em Brasília. A presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Maria Emília Pacheco, destacou a importância do debate e disse que o objetivo é “transformar estas reflexões em uma exposição de motivos a ser encaminhada à Presidência da República”.

Durante a abertura, o Secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Arnoldo de Campos, ressaltou a importância da “defesa das sementes tradicionais e das sementes crioulas que estão ameaçadas pelos transgênicos”. O secretário Arnoldo Campos reconheceu a necessidade de debater o assunto, já que “não temos clareza dos impactos do desenvolvimento das estratégias de transgênicos no país”.

O representante da “Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos e Agrotóxicos”, Darci Frigo, também participou da mesa de abertura e disse que na luta contra os transgênicos é preciso “resistir e construir alternativas”. Há quinze anos a campanha reúne organizações que se preocupam com a agricultura familiar, preservação de sementes e soberania alimentar. De acordo com Darci Frigo, o argumento de que os transgênicos aumentam a produção não é válido. “Falta discutir os impactos econômicos das liberações e que não vem sendo avaliadas pela CTNBio”, disse Darci Frigo sobre os processos decisórios da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Durante o debate do primeiro painel, os participantes destacaram ainda a necessidade da criação de áreas totalmente livre de transgênicos já que a coexistência de dois sistemas de produção diferentes é impossível devido a contaminação das plantações e do solo. Além disso, os participantes destacaram que o Plano Nacional de Agroecologia é um avanço no sentido de proteger e dar suporte à agricultura familiar e garantir a soberania alimentar no país.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão responsável pela apreciação e liberação de transgênicos, foi convidada formalmente para as mesas de discussões, mas informou que não poderia participaria.

Fonte: Ascom/Consea

segunda-feira, 15 de julho de 2013

1/3 dos chocolates vendidos têm menos de 5% de cacau

Há tempos que eu falo como o chocolate mudou, não derrete mais, é duro, não tem sabor e cada vez mais os chocólatras acham que estão mais viciados, pois tem que comer grandes quantidades para conseguir o prazer. Acho que agora com esta reportagem do Vale Paraibano esta questão fica maos esclarecida.

Da Redação do Vale Paraibano


Um em cada três chocolates comuns vendidos no Brasil, produzidos pelas grandes indústrias, não pode ter esse nome de chocolate porque não é feito com o percentual mínimo de cacau exigido pela legislação.

Segundo as regras, para ser considerado chocolate, é preciso que o produto tenha pelo menos 25% de cacau, mas muitos não chegariam nem a 5%.

A denúncia é de Marco Lessa, 43 anos, produtor de cacau, presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (BA) e organizador de feira de chocolate, que reúne agricultores e pequenas indústrias.

"O que o brasileiro encontra nas prateleiras de supermercados, vendido como chocolate, é apenas doce, não chocolate", afirma. "Estimo que um terço dos chocolates estejam nessa situação. Esses não devem ter nem 5% de cacau".

Lessa também diz que muitos chocolates amargos, com suposto alto teor de cacau (de 50% a 70%), produzidos pelas grandes indústrias e vendidos no mercado nacional por preço maior não têm esse percentual declarado.

"Dizem que têm 70%, mas não têm. Não existe fiscalização para confirmar esse percentual", declara. Ele não apresentou nenhuma pesquisa ou teste que comprovem essa avaliação, mas diz que o problema se manifesta no próprio sabor dos produtos.

"Basta comer algumas vezes um bom chocolate para saber que muitos dos vendidos por aí não têm o teor de cacau prometido." Além do sabor considerado melhor e menos doce pelos especialistas, os chocolates com maior teor de cacau também são tidos como benéficos à saúde. Por terem porcentagem reduzida de gordura, açúcar e leite, fazem bem bem para o coração.

A Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) emitiu uma nota, dizendo que os produtos feitos com menos de 25% de cacau são considerados doces com "sabor de chocolate".

"A Abicab reforça que, de acordo com portaria da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], somente é chocolate o produto que possua pelo menos 25% de cacau. Abaixo disso, o produto é considerado com sabor de chocolate", registra o documento.

A entidade, que representa as grandes indústrias, como Nestlé e Garoto, não comentou a suposta irregularidade no percentual de chocolates amargos informado nos produtos nacionais.

Pesquisa divulgada em março deste ano pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) conclui que falta informação nos rótulos dos chocolates brasileiros.

Entre 11 marcas de chocolate ao leite pesquisadas, apenas uma informou o percentual de cacau na embalagem. As outras dez não fizeram nenhuma menção à quantidade.

De acordo com o Idec, ainda não existe nenhuma lei que obrigue as empresas a colocarem esse dado na embalagem, mas, para o instituto, seria "razoável que essa iniciativa partisse dos próprios fabricantes".

"Seria muito importante que o teor de cacau viesse impresso no rótulo. Fica a sensação de que essa informação é uma estratégia de marketing, usada apenas quando isso é conveniente aos fabricantes", afirma Ana Paula Bortoletto Martins, nutricionista do Idec, em documento divulgado na época da pesquisa.

O teor de cacau também não é estampado nas embalagens de muitos chocolates meio amargo e amargo. Segundo o Idec, dos oito chocolates meio amargo pesquisados, apenas três têm a informação indicada no rótulo.

A definição oficial de chocolate da Anvisa é a seguinte: "Chocolate: é o produto obtido a partir da mistura de derivados de cacau (Theobroma cacao L.), massa (ou pasta ou liquor) de cacau, cacau em pó e ou manteiga de cacau, com outros ingredientes, contendo, no mínimo, 25 % (g/100 g) de sólidos totais de cacau. O produto pode apresentar recheio, cobertura, formato e consistência variados".

Uma regra anterior, de 1978, exigia um percentual maior de cacau (32%), mas isso foi mudado em 2005 para os 25% atuais.

Para o Idec, a regra atual tem uma outra falha, que é não limitar a adição de "gorduras equivalentes" (gorduras com propriedades físicas e químicas muito parecidas com as da manteiga de cacau, mas que não são de cacau).

A norma anterior proibia qualquer adição de "gordura e óleos estranhos" ao chocolate.

Alimento orgânico é melhor?

Por  em 15.07.2013 as 16:00
fruitfliesorganicfood
Há muito debate sobre se os alimentos orgânicos são realmente melhores do que os convencionais. Alguns estudos chegaram à conclusão de que eles são mais nutritivos e fazem bem ao solo onde são plantados, enquanto outros afirmam que eles não são mais benéficos à saúde do que os convencionais, e que não há evidências de que a comida orgânica é melhor do que alimentos cultivados com pesticidas e adubos químicos.
Para os seres humanos, a dúvida certamente continua. Para as moscas da fruta, no entanto, já temos uma resposta: os orgânicos são melhores.
A descoberta seguiu a teoria da estudante de ensino fundamental Ria Chhabra, que ouviu seus pais discutindo sobre o valor dos alimentos orgânicos e se inspirou nisso para criar um projeto de feira de ciências para tentar resolver o debate.
ria-chhabra-found-that-fruit-flies-that-eat-organic-produce-are-healthier
Três anos mais tarde, Ria não só levantou algumas questões provocativas sobre os benefícios para a saúde de uma alimentação orgânica, como também ganhou, aos 16 anos de idade, prêmios importantes em uma competição nacional de ciência, além da publicação de sua pesquisa em uma revista científica respeitada e o uso privilegiado de um laboratório universitário normalmente reservado para estudantes de graduação.
Seu estudo monitorou os benefícios de saúde de alimentos orgânicos para Drosophila melanogaster, a mosca da fruta, monitorando os efeitos de dietas orgânicas e convencionais nos insetos.
Em quase todas as medidas, incluindo fertilidade, resistência ao estresse e longevidade, as moscas que se alimentavam de bananas e batatas orgânicas se saíram melhor do que aquelas que comeram produtos convencionalmente cultivados.
Embora os resultados não possam ser diretamente extrapolados para a saúde humana, a pesquisa abre caminho para estudos adicionais sobre os benefícios relativos à saúde dos alimentos orgânicos em relação aos cultivados convencionalmente.
Modelos da mosca da fruta são muitas vezes utilizados em estudos porque o seu tempo de vida curto permite que os cientistas avaliem uma variedade de efeitos biológicos básicos ao longo de um período relativamente pequeno de tempo, e os resultados fornecem pistas para uma melhor compreensão das doenças e processos biológicos em seres humanos.

Curiosa e corajosa

Para seu projeto escolar original, Ria avaliou o conteúdo de vitamina C nos produtos orgânicos em comparação com os alimentos cultivados convencionalmente. Quando ela encontrou maiores concentrações da vitamina nos alimentos orgânicos, decidiu que queria levar a experiência adiante e medir os efeitos de uma alimentação orgânica na saúde em geral.
Pesquisando na internet, a estudante decidiu que a mosca da fruta seria o melhor modelo para conduzir sua experiência. Ela enviou e-mails a vários professores que mantinham laboratórios que estudavam insetos pedindo ajuda. Para sua surpresa, Johannes Bauer, professor na Southern Methodist University em Dallas (EUA), respondeu seu pedido.
“Estávamos muito interessados na saúde das moscas, e seu projeto era uma combinação perfeita para o que estávamos fazendo”, disse Bauer.
Embora normalmente não concorde em trabalhar com um aluno tão novo, Bauer disse que Ria funcionava no nível de um estudante sênior ou de faculdade. “A seriedade com que ela tratou o assunto foi surpreendente”, conta.
Ria trabalhou no projeto durante o verão, eventualmente apresentando a pesquisa na feira de ciências local. O projeto foi nomeado entre 30 finalistas da prestigiada feira nacional Broadcom Masters de 2011.
Dr. Bauer, seguindo a política de seu laboratório de publicar todas as pesquisas independentemente do resultado, pediu que Ria, então com 14 anos, prosseguisse a publicação em uma revista científica. Bauer e outro pesquisador associado do laboratório, Santharam Kolli, são listados como coautores da pesquisa.
Agora estudante do ensino médio, Ria disse que ficou animada ao ver seu trabalho aceito por uma revista científica. “Eu não tinha ideia do que significava publicar minha pesquisa”, disse.
Ria continuou a trabalhar no laboratório do Dr. Bauer, criando um modelo para o estudo de diabetes tipo 2 em moscas de fruta. O trabalho será apresentado em algumas semanas.
Enquanto isso, Dr. Bauer disse que o estudo de alimentos orgânicos e saúde da mosca da fruta tem levantado algumas questões importantes que ele espera que possam ser respondidas em pesquisas futuras.
A diferença nos resultados entre as moscas alimentadas com as dietas diferentes poderia ser devido aos efeitos de pesticidas e fungicidas em alimentos convencionais, ou pode ser devido a um maior nível de nutrientes no produto orgânico.
Uma ideia intrigante levanta a questão de saber se as plantas organicamente cultivadas produzem compostos naturais para repelir pragas e fungos, e se esses compostos oferecem benefícios adicionais de saúde para moscas, animais e seres humanos que consomem alimentos orgânicos. “Não existem dados concretos sobre isso, mas é algo que eu gostaria de aprofundar”, disse o Dr. Bauer.
Apesar de muito mais estudos precisarem ser realizados para determinar os possíveis benefícios dos alimentos orgânicos para a saúde humana, o debate foi resolvido na casa Chhabra, onde os pais de Ria já não discutem sobre o custo dos alimentos orgânicos. “Todos os nossos produtos frescos são orgânicos”, conta a garota. [NYTimes]

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Frangos e Salmonelas. Convencionais ou Alternativos? Estudo da UNESP.

Título: Salmonella spp. em frangos de corte criados com e sem o emprego de promotores de crescimento : prevalência e perfil de resistência a antimicrobianos das cepas isoladas /
Autor:                Teixeira, Daniela Mossumez Fernandes.
Colaboradores: Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia.
Descrição:        Orientador: José Paes de Almeida Nogueira Pinto
Banca: Luciano dos Santos Bersot
Banca: Vera Lúcia Mores Rall

No presente estudo foram avaliadas carcaças de frangos convencionais (originárias de aves que recebem promotores de crescimento) e alternativos (que não recebem promotores de crescimento), com o objetivo de:
a) avaliar o efeito da não utilização de tais drogas sobre a prevalência de Salmonella spp. em frangos alternativos, comparando-a com a dos convencionais;
b) determinar e comparar o perfil de resistência a antimicrobianos das cepas de Salmonella spp. isoladas de ambos os tipos de frangos;
c) avaliar o efeito das operações de abate sobre a contaminação das carcaças, tanto em frangos convencionais quanto nos alternativos.

Foram avaliadas 50 carcaças convencionais e 48 alternativas, as quais apresentaram prevalências de Salmonella spp. de 58% e 56,3%, respectivamente, ao longo da linha de abate.

Na entrada dos frangos no abatedouro, não houve diferença significativa (p > 0,05) nas prevalências entre os dois grupos testados (38% nos convencionais e 47,9% nos alternativos), sendo que ao final do processamento os convencionais apresentaram 47,9% de positividade contra 14,6% dos alternativos, diferença essa significativa (p < 0,05). S. Enteritidis foi o sorotipo predominante entre as cepas identificadas.

Quanto ao perfil de resistência, nossos resultados mostraram que, quando observada, ela foi maior nas cepas oriundas dos frangos convencionais.

Conclui-se que:
a) a não utilização dos promotores de crescimento não levou a um aumento da prevalência de Salmonella spp. nas aves alternativas;

b) as cepas oriundas de frangos alternativos revelaram uma tendência a um menor nível de resistência aos antimicrobianos testados quando comparadas às dos convencionais;

c) as operações de abate, no caso das aves alternativas, foram responsáveis por uma diminuição na contaminação inicialmente observada no tocante à Salmonella spp, sendo que no caso das convencionais, pelo seu aumento.

Data de Edição:          7-Dez-2012
Editora: Botucatu : [s.n.],

Palavras chaves:      
Saude animal.
Frango de corte.
Antibioticos.
Salmonella.
Chicken - Growth promoters. eng

Fonte (Item completo): 

Aparece nas coleções:  Banco Digital de Teses e Dissertações

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Existe alimento infantil?

Texto de Tais Vinha
Posted on 05/11/2012 by Infância Livre de Consumismo

O único alimento infantil produzido pela natureza se chama leite materno. Depois do desmame, os pequenos passam a se alimentar com comida comum a todos os humanos. O que muda é o preparo. Legumes amassadinhos, papinhas de fruta, carne desfiada, mingau de cereal.

Em todos os tempos, em todas as culturas, sempre foi assim. Isto é, até chegar na nossa vez.

Os pais e mães de hoje convivem com uma realidade inédita na história humana. A “comida infantil” inventada pelo marketing da indústria alimentícia. Entra em cena um extenso cardápio de “alimentos” anunciados como práticos para a mamãe e mais aceitos pelos pequenos: sopa pronta, nuggets, bisnaguinhas, bolinhos, biscoitos, petit suisse, macarrão instantâneo, leite fermentado, lanches de microondas, sucos e néctares (em pó, concentrado e de caixinha), refrigerantes, preparados à base de leite, cereais matinais, achocolatados, salgadinhos, combos de fast food, embutidos etc. Isso sem falar nas balas, pirulitos e outras guloseimas.



Observe que nenhum desses produtos é invenção da natureza. Todos são criação da indústria alimentícia que calculou, sabidamente, que uma família consumiria mais se tivesse que comprar alimentos diferentes para os adultos e para as crianças. Isso se chama criar nichos de venda, segmentar o mercado consumidor.

A criatividade da publicidade torna tudo ainda mais confuso. Começamos a realmente acreditar que criança tem mesmo que comer comidas mais fofinhas, doces, coloridas, acompanhadas de brinquedos e personagens. E confiamos que essas comidas são seguras para darmos aos nosso filhos.

O problema é que esses alimentos costumam ser pobres nutricionalmente. Enchem barriga, mas não nutrem como deveriam um corpo em desenvolvimento. Pior ainda, atrapalham por serem ricos em aditivos, conservantes, sódio, açúcar, gordura e farinha refinada.

Resumindo, os alimentos que o marketing transformou em comida para criança podem fazer mal aos pequenos. Além de criarem péssimos hábitos alimentares que dificilmente serão abandonados na vida adulta. E hábitos ruins fazem um bem danado para o mercado de comida pronta.

Estudos hoje apontam que esse problema se torna ainda maior nas classes mais pobres. Com o aumento da renda, os pais estão sendo seduzidos pelo doce canto da indústria. E festejam poder colocar na mesa produtos que antes eram exclusividade das classes média e alta. O problema aqui é que não sobra dinheiro para os alimentos que complementam essa dieta pobre. Frutas, legumes, peixes, raízes, grãos e cereais integrais não entram no cardápio. Pesquisadores alertam para uma geração de brasileirinhos obesos e mal nutridos.

Não podemos condená-los. Neste nosso Brasil das diferenças, a publicidade conseguiu transformar comida industrializada em símbolo de status. Comprá-los é poder dar aos filhos tudo “de bom e do melhor”. É não deixar a garotada “passar vontade”. É realizar o sonho de uma vida “prática” e “moderna”.

Comida pronta faz de mim e dos meus filhos alguém de valor. Com diabetes, pressão alta, colesterol, intestino preso e acima do peso. Mas, enquanto estiver dando para comprar o biscoito recheado deles, está tudo bem.e on faceboShare on twitteare on emailShare on print

Soja transgênica gera celeuma na China

Suinocultura
Quinta-feira, 11 de Julho de 2013, 09:12:41InsumosMercado Externo
Afirmações não fundamentadas cientificamente de uma autoridade chinesa da área agrícola sobre supostos riscos cancerígenos do consumo de soja transgênica reacenderam um debate acalorado sobre o uso de produtos agrícolas transgênicos, num país cada vez mais necessitado de alimentos.
Wang Xiaoyu, vice-secretário-geral da Associação de Soja de Helongjiang e partidário do consumo da soja local, não transgênica, disse recentemente que pessoas que consomem óleo de soja produzido a partir de soja transgênica "são mais vulneráveis a desenvolver tumores e esterilidade".

Para sustentar sua afirmação, Wang observou que as regiões em que o consumo de óleo de soja transgênica era alto, como as províncias de Fujian e Guangdong, no sul do país, revelavam também altos níveis de incidência de câncer. Continue lendo ...

Quando a palavra ‘queijo’ vira um problema semântico e o relato de uma visita a uma fábrica de parmigiano reggiano

Publicado por abrindoadespensa em Uncategorized
Eu tendo a acreditar que várias coisas que atualmente são abominadas por ‘fazerem mal à saúde’ são, na verdade, vítimas de ciência mal-executada e da perda de processos tradicionais de produção. Este seria o caso de pães, ovos e queijos, só para citar alguns exemplos. Como comparar o valor nutricional de pães de fermentação lenta e farinha orgânica, como os lindos pães preparados pela Ana Elisa, do delicioso blog La Cucinetta, com os onipresentes sacos de pães de forma industrializados, invariavelmente produzidos a toque de caixa? São todos da família dos carboidratos? Sim. Mas será que nossos organismos os processam da mesma forma? O mesmo pode ser questionado em relação aos ovos, os grandes vilões da onda do ‘colesterol alto’. Será mesmo que um ovo produzido por galinhas de quintal merece tantas recomendações contra seu consumo?
O caso dos queijos não é diferente. Frequentemente abominados em função do ‘alto teor de gordura’, muitos tendem a colocar a infinidade de produtos nos supermercados vendidos sob o rótulo de ‘queijo’ dentro do mesmo saco. Isto é, tratam como se todos esses ‘queijos’ fossem mais ou menos a mesma coisa (com exceção do queijo branco, que costuma ser visto com melhores olhos por conter menos gordura). Mas será que faz sentido esse tipo de tratamento, até certo ponto generalizado, dado aos queijos?
Entrada da Cooperativa Casearia Valtiepido, em Maranello, região da Emilia-Romagna, Itália. Foto: acervo pessoal.
Há uns dois anos, durante uma ida à Itália para ver a família do marido, tivemos a oportunidade de visitar uma fábrica de um dos queijos curados mais famosos do mundo: o parmigiano reggiano. O marido é do sul da Itália, mas resolvemos passar uns dias na região da Emilia-Romagna, no norte do país. Para quem não sabe, é a região onde fica a cidade de Parma e, consequentemente, a região que deu origem ao queijo parmigiano reggiano. Ficamos hospedados na cidade de Bologna, que é uma graça e por si só já vale a visita. Mas não poderíamos deixar de tentar visitar uma das fábricas de parmigiano da região. Um consórciocontrola as fábricas do parmigiano autêntico. Durante a visita à Cooperativa Casearia Valtiepido, parecíamos duas crianças em um parque de diversões! Pudemos ver todas as etapas do processo de produção do queijo e terminamos a visita maravilhados com a experiência. É tudo super controlado, desde a produção do leite utilizado na fabricação do queijo, incluindo a alimentação das vacas leiteiras, até a higienização do maquinário e o tempo gasto em cada etapa de produção*. No início da visita, havíamos dito à guia que éramos pesquisadores, mas não comentamos de qual área. No final, havíamos feito tantas indagações que a moça perguntou se éramos pesquisadores da área de alimentos!**
Uma das etapas iniciais na produção do parmigiano reggiano. Foto: acervo pessoal.
Rodas de parmigiano já prontas. Foto: acervo pessoal.
Outros exemplos interessantes de queijos produzidos sob métodos tradicionais são os retratados em uma recente edição do programa Mundo S/A, da GloboNews. O programa trata de dois queijos artesanais brasileiros: o queijo orgânico da Fazenda Nata da Serra, em Serra Negra (SP), o primeiro queijo orgânico do Brasil, e o queijo do senhor Zé Mário, da Fazenda da Canastra, em São Roque de Minas (MG), produzido da mesma maneira há 200 anos. Vale a pena assistir ao programa.
Tanto no caso do parmigiano reggiano, como no caso dos queijos artesanais brasileiros, não há dúvida de que estamos lidando com produtos que devem genuinamente ser chamados de queijo. É justo, então, também chamar de queijo os itens produzidos em massa, muitas vezes cheios de corantes e estabilizantes artificiais? Ou, ainda pior, o que dizer de ‘queijos’ processados, como aquele quadradinho, embalado no papel alumínio, ou as famigeradas fatias embaladas individualmente, tão populares aqui nos EUA, mas já disponíveis no Brasil há alguns anos?
Se ainda resta alguma dúvida de que nem todos os queijos devem ser colocados no mesmo saco, isto é, nem todos os queijos devem ser evitados com o argumento de que ‘fazem mal à saúde’, recomendo darem uma olhadinha na lista parcial de ingredientes de um dos produtos de uma grande marca brasileira:
Ingredientes: Leite reconstituído, queijo tipo Estepe e/ou queijo Danbo e/ou queijo Prato (leite pasteurizado, fermento lácteo, sal refinado, coalho, cloreto de cálcio, corante natural de urucum e conservador nitrato de sódio), queijo processado UHT sabor cheddar (leite reconstituído, queijo tipo Estepe e/ou queijo Danbo e/ou queijo Prato, queijo processado UHT sabor cheddar, água, leite em pó desnatado, leite concentrado resfriado semi-desnatado, manteiga, amidos, concentrado proteico de soro, cloreto de sódio (sal), caseinato de sódio, extrato de levedura, aroma natural de queijo Cheddar e aroma idêntico ao natural de queijo cheddar, estabilizantes polisfosfato de sódio e citrato de sódio, espessante goma carragenina, reguladores de acidez ácido cítrico e ácido acético, corante natural beta-caroteno e conservador ácido sórbico), etc. [reprodução a partir do website da marca]
Desconfio que os funcionários da Coop Casearia Valtiepido e o senhor mineiro Zé Mário não têm a menor ideia do que seja pelo menos metade dos ingredientes da lista acima! ☺
* As fábricas do parmigiano autêntico fazem parte de um consórcio. Para agendar uma visita, é preciso ligar para a central do consórcio. Eles então avisam qual fábrica está com visita programada e cuidam do agendamento. Por coincidência, a fábrica que nos ofereceram para visitar fica na cidadezinha de Maranello, nada menos que a sede da Ferrari. Como eu e o Vincenzo somos dois obcecados por comida e não damos a menor bola para carros e marcas, não chegamos nem perto do Museu da Ferrari.
** Para quem não sabe, nossos doutorados são em áreas que não têm absolutamente nada a ver com alimentação.
* Edição em 20 de maio de 2013 *
Para quem está em São Paulo: não deixe de visitar A Queijaria, recém-inaugurada loja especializada em queijos artesanais brasileiros.

Diferencie a fome da vontade de comer e escape das calorias extras

Fuja das situações em que as mastigadas só servem para aumentar os problemas com a balança

Fonte:  Minha Vida
Sentir fome o dia todo não é normal. Se você não passa mais de meia hora sem mastigar alguma coisa, alerta ligado. Pode ser esta a explicação para suas dificuldades com a balança. E, em geral, quem age assim não sente fome. "Nenhum organismo tem uma necessidade tão intensa de consumir alimentos", afirma a nutricionista responsável pelo MinhaVida, Roberta Stella. Isso évontade de comer, simplesmente. Trata-se de um sintoma que mascara ansiedade ou é disparado quando somos expostos a sensações visuais ou olfativas tipo passar na frente de uma confeitaria incrível, mesmo tendo acabado de comer sobremesa ou vasculhar a geladeira enquanto o computador ligado lembra que há trabalho a fazer .

Sucumbir frequentemente à vontade de comer pode levar ao excesso de peso e à sensação de descontrole. Por isso, a principal atitude é estabelecer uma rotina alimentar, estipulando horários para as refeições principais e, também, para pequenos lanches intermediários. A seguir, a nutricionista do MinhaVida identifica as principais situações em que o vício da mastigada mantém-se à espreita. Fique atenta e leia com atenção as dicas que a especialista dá para você se livrar do problema.
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Perigo: Você tem mania de ficar beliscando, mesmo tendo acabado de comer, e perder a noção de quanto alimento já foi consumido.

Como resolver: nas refeições principais (café da manhã, almoço e jantar), consuma alimentos com maior volume e menor quantidade energética como frutas, legumes, verduras, além de cereais integrais (por exemplo, arroz integral). Dessa maneira, o organismo irá receber o alerta de saciedade, levando à interrupção da ação de se alimentar. Além disso, esses alimentos são ricos em fibras, fazendo com que o esvaziamento gástrico ocorra lentamente. Outra dica é estipular horários para pequenos lanches entre as refeições principais, isso evita ficar beliscando. 
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ALIMENTOS BIOLÓGICOS: MITOS E REALIDADES


Fonte: Hipócrates online por Carlos Campos Ventura*

Desde 1971 que adoptei as causas ecologistas e, simultaneamente, me apercebi da importância da agricultura biológica. Nesse tempo a oferta era muito limitada, mesmo em Paris, onde eu então vivia. Mas lá já começava a haver pequenas lojas de bairro com alimentos biológicos, principalmente pão, cereais, frutos e legumes, até porque a França foi um dos primeiros países a ter movimentos de agricultores biológicos. Actualmente, a situação é radicalmente diferente. Ao longo de todos estes anos atingiram-se objectivos que pareciam utópicos ainda há poucas décadas. Vamos ver os aspectos mais controversos e questionados, assim como outros, os positivos, acerca da produção e consumo dos comummente chamados alimentos biológicos.


Afinal, qual é a designação: biológicos ou orgânicos? Na realidade, o termo correcto é "de produção biológica". Mas o que entrou na linguagem corrente é dizer que determinado alimento é biológico. A designação em português é, em qualquer caso, "de produção biológica" ou biológico. O termo "orgânico" vem de tradução a partir do inglês mal feita ou então do uso do termo brasileiro. Por exemplo, na edição do jornal Metro de 22 de Abril de 2010 (dia da Terra) aparece 6 vezes o termo orgânico (e só 5 o biológico)... Dias depois (a 27 de Abril), e desta vez foi bem mais grave, no programa "Um minuto Verde" da responsabilidade da Quercus, na RTP I, foi repetidamente empregue o termo "orgânico" referente a biológico.
Os alimentos bio (abreviatura de biológicos) são na realidade cultivados sem químicos? Esta é uma dúvida muito comum. Sim, são. As pessoas desconfiam que comprar alimentos que dizem que são bio é uma perda de dinheiro e é estar a ser enganado. E isso podia ser verdade em certos casos até há alguns anos, mas a partir da altura em que a legislação europeia passou a regular esta actividade, existem sanções para quem infrinja as normas. É claro que existem fraudes em todas as actividades humanas e esta não é excepção, mas é só isso. Segunda a lei, podem ser usados alguns factores de produção, que poderíamos traduzir por "remédios", neste caso naturais. Muitos destes não são muito diferentes dos utilizados pelos seres humanos: chá de cavalinha ou de urtiga, preparados homeopáticos, etc. e estão elencados numa lista positiva e devem ser usados com respeito pelas condições enumeradas e sempre com justificação. Actualmente, a produção biológica na Europa abrange produtos vegetais (transformados ou não), plantas espontâneas, algas marinhas, alimentos para animais, produtos animais, apicultura e aquicultura.
Quem é que me garante que um alimento que diz que é bio, o é realmente? É obrigatório haver uma entidade que certifica a qualidade biológica do produto. Essa entidade actua como terceira parte independente do produtor, realizando auditorias nas unidades de produção / fabrico e / ou pontos de venda, mas o operador é sempre o responsável pelo produto que apresenta no mercado. A certificação que pode ser emitida para os produtos (ou alguns deles) atesta a conformidade face aos requisitos regulamentares, transmitindo a necessária confiança nos mercados e no consumidor. As normas são europeias, apesar de, como em todas as actividades humanas, haver diferença de qualidade entre as várias entidades certificadoras (umas são mais rigorosas e exigentes, outras menos). Os organismos de certificação são públicos ou privados, consoante o critério adoptado pelas autoridades em cada Estado-membro, as quais reconhecem os critérios de competência, imparcialidade e independência, além da acreditação obrigatória pelo respectivo organismo nacional (em Portugal, o IPAC).
São mesmo melhores no sabor? Sem dúvida. É unânime entre quem prova alimentos biológicos que eles representam o retorno aos sabores de antigamente, como contraponto aos alimentos de agora, insípidos neles mesmos e dependentes de saborizantes e aditivos esternos.
Os alimentos biológicos são mais nutritivos? É verdade. Em primeiro lugar porque em média os alimentos convencionais contêm muita mais água. Contendo menos, os biológicos têm logo, à partida, para o mesmo peso mais nutrientes e fibra.
Os bios são muito mais caros! Isto já foi verdade. Hoje em dia as diferenças estão muito esbatidas e quanto mais tempo passa, menos a diferença se nota. Esta evolução deve-se a que maior consumo permite produções maiores, que por sua vez permite baixar os preços. É inclusivamente já comum encontrarem-se alimentos bio com preços mais baixos que outros convencionais. É claro que estas nuances variam muito com os produtos e com a sua origem, mas do que não há dúvida é que a velha questão do preço já não é o que era.
Os bio são bichados, pequenos e com mau aspecto! Isso passava-se quando as produções eram muito improvisadas e conduzidas por pessoas com muito boas intenções mas com muito pouco saber. As terras e as plantas eram desequilibradas. Actualmente, os alimentos bio têm aspecto saudável, apesar de não serem submetidos às operações de cosmética que muitos alimentos convencionais sofrem.
A agricultura biológica é coisa de marginais e hippies. É uma moda! A agricultura biológica tem já cerca de 100 anos. Mas teve de facto o grande incremento nos anos sessenta, passando a partir daí progressivamente a estar cada vez mais presente na agenda dos agricultores, dos consumidores, dos políticos, dos legisladores e da sociedade como um todo. A agricultura biológica veio para ficar.
É verdade que alimentação biológica é coincidente com alimentação vegetariana, macrobiótica ou natural? São coisas diferentes. É verdade que foram estes movimentos que desde sempre dinamizaram, defenderam e praticaram a agricultura biológica e o consumo dos alimentos biológicos, mas a qualidade biológica dos alimentos não se limita a certa(s) dieta(s).
Qual é a grande importância da agricultura biológica: para a saúde humana ou da Terra? É certo que a esmagadora maioria dos consumidores compram bio por preocupações em relação à sua saúde, já que estão conscientes de que os químicos causam danos e estão presentes nos alimentos de agricultura convencional. Mas, para além de ser inegável a vantagem para a saúde dos consumidores, a essência da razão da agricultura biológica é a saúde do Planeta (da qual depende, em última análise, a saúde dos seres humanos).

AGRADECIMENTO- o autor agradece as sugestões e críticas de Fernando Serrador, Director técnico da CERTIPLANET, provavelmente o mais experiente especialista em certificação de produção biológica em Portugal.

*Director do Instituto Hipócrates de Ensino e Ciência www.institutohipocrates.pt; presidente da Comissão de Certificação da Certiplanet (entidade que certifica operadores e produtos de agricultura biológica); director da Biocoop (cooperativa de consumidores de alimentos biológicos)
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