segunda-feira, 31 de março de 2014

Anvisa cria regras para "sujeira tolerada" nos alimentos

Simples assim... um pouquinho de sujeira pOOOde.

Fonte: Folha UOL
JOHANNA NUBLAT / FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
 - 30/03/2014 A partir desta semana, a indústria alimentícia terá parâmetros definidos sobre a quantidade de "sujeira" tolerada em bebidas e alimentos vendidos no Brasil.

Norma aprovada na semana passada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aponta limites máximos de "matérias estranhas macroscópicas e microscópicas", como fragmentos de insetos -menos de baratas, formigas e moscas- e pelos de rato, aceitos em produtos como geleia e achocolatados.

Hoje, não há limites de tolerância. Sem esses parâmetros, as vigilâncias apontam dificuldade na aplicação de medidas sanitárias, alvo recorrente de ações judiciais.

O diretor da Anvisa Renato Porto diz que eliminar qualquer traço dessas matérias é, muitas vezes, inviável.

Na canela em pó, por exemplo, será permitido, em 50 gramas, até 100 fragmentos de insetos, como borboletas.

"Tratando-se da canela, que é a casca da planta retorcida, inevitavelmente encontram-se matérias estranhas de difícil remoção", afirma relatório da Diretoria de Regulação Sanitária da Anvisa.
Editoria de Arte/Folhapress


Será que já temos motivos suficientes para dar um basta nos alimentos industrializados ou você ainda vai querer mais 'ADITIVOS' no seu prato?

quarta-feira, 19 de março de 2014

Sertão de PE ganha associação de produtores de orgânicos

Carol Souza 18/03/2014 17h55 - Atualizado em 18/03/2014 17h55

Grupo pretende implantar mercado do produtor orgânico em Petrolina, PE.
Cerca de 50 agricultores familiares devem fazer parte da associação.

Produtores de orgânicos de Petrolina,PE, criam associação (Foto: Carol Souza / G1)Produtores de orgânicos de Petrolina,PE, criam
associação (Foto: Carol Souza / G1)


Nesta terça-feira (18), foi criada uma associação de produtores de orgânicos do Sertão Pernambucano. Cerca de 50 agricultores devem fazer parte do grupo que tem como objetivo fortalecer e articular os produtores da região.

Na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina foi realizada uma reunião, onde foi aprovado o estatuto e houve a eleição da diretoria da Associação de Produtores Orgânicos do Vale do São Francisco (Aprovasf). O encontro contou com a participação de representantes de instituições como Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Ministério Público, Prefeitura de Petrolina e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

De acordo com um dos articuladores da associação, o engenheiro agrônomo da Codevasf, Osnam Soares Ferreira, uma das metas será comercializar a maior parte da produção de orgânicos da região, oriunda da agricultura familiar.

Entre os produtos disponíveis para consumo no Sertão do estado estão as hortaliças, tubérculos como a macaxeira. Além de frutas como acerola, goiaba e manga. “Atualmente os produtores vendem em feiras livres, agora vão ter um espaço próprio. Com preço ainda melhores do que os praticados na feira, que já é praticamente igual aos demais produtos”, explicou Osnam.



sábado, 15 de março de 2014

Com voto histórico, TRF4 impede a liberação de milho transgênico da Bayer

FONTE: MST -Movimento dos Trabalhadores Rurais sem terra
14 de março de 2014



Do Terra de Direitos

Nesta quinta-feira (13/03), desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região – TRF4 decidiram, por unanimidade, anular a decisão da Comissão Nacional Técnica de Segurança – CTNBio que liberou do milho transgênico Liberty Link, da multinacional Bayer. A decisão se deu sob o fundamento de ausência de estudos de avaliação de riscos advindos do transgênico.

A sessão julgou a Ação Civil Pública proposta em 2007 pela Terra de Direitos, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC e a Associação Nacional de Pequenos Agricultores e a AS-PTA, que questiona a legalidade da liberação comercial do Liberty Link.

O relator da ação, desembargador Federal Cândido Alfredo Silva Leal Junior, leu trechos de seu longo voto por aproximadamente uma hora e meia, sustentando a necessidade de realização de estudos sobre os impactos negativos dos transgênicos em todos os biomas brasileiros.

Para Leal Junior, não bastam estudos realizados em outros países, pois a lei obriga que a decisão da CTNBio esteja amparada em estudos que avaliem o impacto dos transgênicos em cada um dos principais biomas do país. Além disso, o desembargador condenou a CTNBio a elaborar normas que permitam à sociedade ter acesso aos documentos dos processos que tramitam na Comissão, possibilitando a uma participação qualificada da população nos processos de liberação comercial.

As desembargadoras federais Marga Inge Barth Tessler e Vivian Josete Pantaleão Caminha, assim como o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, seguiram integralmente a posição do desembargador relator, ressaltando a excelência do voto.

Flores Lenz, que em julgamento anterior havia votado pela liberação do milho transgênico, mudou sua posição ressaltando que a análise do relator fará história e criará um novo paradigma de interpretação da matéria.

Com essa decisão o milho transgênico da Bayer não pode ser comercializado no Norte e Nordeste do Brasil, regiões onde não foram feitos estudos técnicos sobre riscos ambientais e à saúde humana advindos dos transgênicos.

A decisão cria novos paradigmas jurídicos na matéria e também poderá servir para que se reavaliem todas as demais liberações comerciais de transgênicos no Brasil, já que em nenhum caso as empresas fizeram avaliações de riscos em todos os biomas do território nacional.

Para Fernando Prioste, advogado popular da Terra de Direitos que acompanha o caso, a decisão terá grande impacto no tema, pois obriga que se realizem estudos de avaliação de riscos em todos os biomas brasileiros e obriga a CTNBio a dar ampla transparência aos processos de liberação de transgênicos.

“O voto de hoje merece um estudo detalhado, pois aborda o tema com profundidade, analisando os aspectos legais conjugando as consequências sociais e econômicas da liberação de transgênicos no Brasil para as futuras gerações”.

Prioste aponta que, apesar do TRF4 ter agora uma posição firme na matéria, as empresas deverão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, possibilitando ampliar ainda mais o debate.

“Após dez anos de liberação comercial de transgênicos do Brasil, o debate sobre o tema se intensificou de forma mais complexa, expondo a debilidade da agricultura baseada nos transgênicos e agrotóxicos. A decisão judicial de hoje é um importante elemento que se somará à luta popular por um modelo de agricultura baseado na agroecologia, que garanta direitos aos agricultores e alimento saudável e sem agrotóxicos para a população”, afirmar o advogado da Terra de Direitos.

Sou sim: INTOLERANTE. Ao glúten, à lactose e a uma série de coisas que querem me enfiar goela abaixo.

Sou intolerante a pão que não é pão, leite que não é leite, azeite que não tem azeitona, galinha que não cisca, boi que não pasta, peixe que tem mercúrio no lugar do ômega 3,  suco que não tem fruta, salada que tem veneno, produto que realça sabor porque o alimento não tem mais gosto de nada.

Sou intolerante às farinhas e frutinhas caríssimas que vem lá do outro lado do mundo, atropelando a população que vivia delas, impactando o meio ambiente, só porque nos venderam que são milagrosas, enquanto que somos ricos em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais que estão aqui à nossa disposição mas não tem um marketing forte atrás delas.

Sou intolerante à mesmice da acomodação, de achar que os outros é que tem que fazer alguma coisa por mim, da terceirização que impera em todos os setores. Marionetes que acham “que  assim tá bão”... De gente que diz é assim mesmo, não tem jeito... fazer o que? .... O mundo está todo envenenado... entre outras coisas.

Sou intolerante aqueles que querem impor seus padrões errados de alimentação aos filhos só porque foi assim que aprenderam ou se “deixaram aprender” e criticam ferozmente quem procura outros caminhos mais saudáveis.

Sou intolerante à reciclagem de garrafas pets, caixinhas longa vida achando que estão fazendo o bem para o mundo, enquanto que melhor seria não ter refrigerantes e bebidas ocas, sem nutrientes dentro de uma linda caixa maquiada para ser saudável.

Sou intolerante às leis que diminuem a quantidade de gorduras, açúcar e sódio quando na verdade o que se deveria ensinar é como alimentar corretamente.

Sou intolerante às pessoas que tem preguiça de ler os ingredientes do produto que estão consumindo e servindo para sua família que diz amar. Àquelas que acham difícil ir à uma feira de produtores orgânicos porque tem que levantar cedo e principalmente àquelas que acham difícil cozinhar para seus filhos.

E finalmente sou intolerante à falta de amor ao próximo tão próximo que está dentro de sua própria casa.

Alimento de verdade, milagroso porque tem afeto, energia da Natureza, o respeito ao Agricultor e o carinho de quem compra e prepara:








sexta-feira, 14 de março de 2014

Fermento quimíco X Fermento biológico. Qual é a diferença?

fermento químico



Muitas vezes temos essa dúvida, qual é o fermento certo?
Quando se adiciona fermento à massa ocorrem processos químicos e biológicos que produzem compostos gasosos que levam à expansão da massa de pães e bolos e originam pequenos buraquinhos deixando a massa macia.

Ótimo, mas qual é a diferença entre fermento químico e biológico?
O fermento químico é constituído principalmente de bicarbonato de sódio. Quando decomposto gera gás carbônico e água o que faz com que a massa aumente o volume. A reação precisa do aumento da temperatura e só termina quando todo o fermento reage. Usado em bolos. broas, biscoitos e produtos de confeitaria. Não se guarda na geladeira.
* Hoje os fermentos químicos à base de amido de milho estão transgênicos, procure os que tem à base amido de mandioca, leia os ingredientes ou troque pelo fermento feito em casa.

Já o fermento biológico é constituído de um fungo do tipo levedura. Para reagir precisa alimentar esse fungo com glicose, que metabolizada  se transforma em gás carbônico e álcool. O calor faz a massa expandir. O fermento biológico é um organismo vivo, portanto precisa de mais cuidados: temperatura entre 30 e 50° C,  tempo para crescer. Importantíssimo quando o assunto for pães ou pizzas.

Existem dois tipos de fermento biológico o fresco em tabletinhos e o seco em pó. O fresco guarda-se na geladeira o seco não.

fermento fresco

   Proporção: 10g de fermento fresco = 1 colher de sopa de fermento seco

Qual a diferença entre polvilho doce e polvilho azedo?


Coringa nas dietas sem glúten, os polvilhos são usados em muitas receitas, mas qual a diferença entre eles? 

O polvilho, também chamado de fécula de mandioca ou goma, é o amido da mandioca.

Polvilho doce
É a goma desidratada até virar um talco bem fino. Quando hidratado e aquecido, dá bastante liga, portanto, é bom também para fazer beijus e tapiocas. Com líquido e aquecido, forma um mingau cremoso e transparente, com bastante liga. Pode ser usado para fazer pãezinhos, bolos, brevidades".
Tem sabor suave, deixa a massa mais compacta, menos aerada.

Polvilho azedo:
A água com o sumo da mandioca é deixada com a goma sedimentada para fermentar por cerca de 10 dias ou mais. O polvilho tirado daí estará bem ácido e confere sabor ácido agradável aos preparos, além de permitir maior expansão: pães de queijo e biscoitos de polvilho crocante, por exemplo. O mingau feito com ele é mais escuro, transparente, cremoso e macio (tem proporção maior de amilopectina, responsável pela maciez e transparência, em relação à amilose, cujo teor diminui com a acidez)

O biscoito de polvilho pode ser preparado de diversas maneiras, podemos adicionar ervas e especiarias diversas garantindo sabores diferenciados.

O polvilho azedo provoca uma explosão no pão, funciona também como uma espécie de fermento. Sem ele, o produto não cresce tanto. O pão de queijo feito só com polvilho azedo fica bem aerado e com sabor mais ácido.

Fundamental para um bom biscoito de polvilho é a qualidade do polvilho. É o tipo de polvilho que garante que o biscoito de polvilho fique crocante e para isso você precisa usar sempre polvilho azedo. O polvilho certo faz toda a diferença no resultado final. 

Nas receitas de pão de queijo costuma-se misturar os dois, conseguindo uma massa aerada, compacta e com sabor equilibrado. O segredo é ir testando até chegar a uma receita de sabor e textura melhores ao seu gosto.

Resultado de imagem para pão com polvilho doce
Pão de queijo com polvilho doce
Pão de queijo com polvilho azedo




quinta-feira, 13 de março de 2014

Santos: Gonzaga recebe nova edição da feira de orgânicos


Fonte: Diário do Litoral

A 4ª edição da Feira de Orgânicos do Gonzaga, neste domingo (16), das 9h às 13h, na escola Leonor Mendes de Barros (praça Fernandes Pacheco s/nº).


Quer comprar hortifrútis sem agrotóxicos, direto de quem produz? Então a dica é a 4ª edição da Feira de Orgânicos do Gonzaga, neste domingo (16), das 9h às 13h, na escola Leonor Mendes de Barros (praça Fernandes Pacheco s/nº).

No local, agricultores do Vale do Ribeira e do Alto Tietê estarão vendendo hortaliças, frutas, laticínios e ovos, além de produtos como molhos de tomate, geleias, mel, refrigerantes, chocolates, sucos e vinhos. Também serão comercializados cosméticos orgânicos e artigos de higiene e limpeza.

Na espaço da cantina, o Grupo NaturOm venderá salgados, doces e bebidas veganas (sem produtos de origem animal). Além disso, haverá apresentação musical e quick massage para relaxamento corporal. A feira é uma realização da Secretaria do Meio Ambiente (Semam).

quarta-feira, 12 de março de 2014

Nutricionista que fala que carne é essencial no comercial da Friboi pede desculpas

Ela admitiu que, por nervosismo, não se atentou ao texto do comercial.
Fabio Chaves
Do Vista-se



No final de 2013, um comercial da marca de carnes Friboi foi ao ar em rede nacional afirmando, de forma mentirosa, que carne de animais é essencial à saúde humana.

No vídeo, a nutricionista Roberta Labarinhas Stuart Ferreira (CRN4 04101181) afirma o seguinte: “Carne é essencial, é proteína. Tem que ser inspecionada, tem que ser de confiança. Sou nutricionista, Tony. Minha função é essa: orientar sobre os cuidados com a alimentação.” – diz Roberta no vídeo. O caso rendeu um processo ético junto ao CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) após denúncias da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Para entender melhor o caso, clique aqui.

Esta semana, a nutricionista escreveu à SVB pedindo desculpas pelas informações erradas passadas no comercial. “De maneira nenhuma quis ofender os vegetarianos, o que acontece é que eu não escolho a fala da propaganda.” – disse, por e-mail. Segundo nota da SVB, Roberta admitiu que estava “muito nervosa em fazer a cena”, que não se atentou ao que estava escrito e que sabe que proteínas estão presentes em fontes vegetais também.

Ainda segundo a nota da SVB, o processo ético Nº 317/2013 instaurado pelo CONAR sobre o caso ainda não teve parecer publicado. A nota diz também que a SVB não está satisfeita apenas com um pedido de desculpas feito por e-mail e que continua procurando medidas cabíveis para que seja feita uma retratação oficial.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vc pode participar do Novo Guia Alimentar para a População Brasileira. É esta a hora, vamos lá?

Fonte: Fechando Ziper
Saiba tudo sobre o NOVO Guia Alimentar para a População Brasileira



Hey, pessoal! Hoje vamos falar de um assunto muito importante! O Ministério da Saúde disponibilizou para Consulta Pública o NOVO Guia Alimentar para a População Brasileira.

Muitas pessoas não tem conhecimento desse Guia, outras acham que ele serve somente para consulta por profissionais. Mas, esse é um pensamento equivocado! O Guia é para todos saberem como se alimentar de forma mais saudável, por isso o utilizamos tanto como referência aqui no Fechando o Zíper.

Hoje vamos explicar direitinho o que tem no novo Guia com a colaboração da Nutricionista Maria Laura Louzada, que participou da sua elaboração.

Confira alguns trechos do press release feito pelo NUPENS-USP sobre esse lançamento:
O novo Guia Alimentar para a População Brasileira

O Ministério da Saúde abriu consulta pública no último dia 10 de fevereiro para receber comentários e sugestões que aprimorem o novo Guia Alimentar para a População Brasileira. O documento de 80 páginas e fartamente ilustrado se encontra disponível no portal do Ministério. Sugestões podem ser enviadas até o dia 07 de maio de 2014.

O novo guia*, desenvolvido com o apoio do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e da Organização Pan-Americana da Saúde, substitui o guia oficial anterior**, publicado em 2006. Sua preparação incluiu a realização de duas oficinas com pesquisadores, profissionais de saúde, educadores e organizações da sociedade civil de todas as regiões do Brasil.

Baseado nas mais recentes evidências científicas, mas elaborado em uma linguagem que procura ser acessível ao grande público, o novo guia se dirige tanto às pessoas e às famílias diretamente quanto aos profissionais de saúde e educadores que cuidam de nossa população.

O novo Guia traz recomendações e orientações para promover a saúde e o bem-estar de toda a população e para prevenir tanto a desnutrição, em forte declínio no país, quanto enfermidades em ascensão, como a obesidade, diabetes e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação.



Novo Guia Alimentar para a População Brasileira (versão para consulta pública). Ministério da Saúde, 2014

Uma importante característica do novo Guia é a distinção feita entre
Alimentos (essencialmente partes de plantas ou de animais. São não processados quando não sofrem alterações após sua separação da Natureza) 
Produtos alimentícios, entre produtos alimentícios utilizados como ingredientes culinários (óleos, gorduras, sal e açúcar são produtos alimentícios usados para temperar e cozinhar alimentos e para criar preparações culinárias) 
Produtos prontos para consumo (fabricados pela indústria com emprego de pelo menos 2 ingredientes) 
Produtos prontos para consumo que são processados (ex: carne salgada) ou ultraprocessados (ex: embutidos). 

A consideração da natureza, tipo e propósito do processamento dos alimentos permitiu simplificar as recomendações gerais do Guia em três recomendações:

1) Fazer de alimentos e preparações culinárias a base da alimentação. Alimentos em grande variedade e predominantemente de origem vegetal formam uma base excelente para uma alimentação nutricionalmente equilibrada e saborosa. Variedade significa alimentos de todos os tipos, incluindo grãos, tubérculos, verduras, legumes, frutas, castanhas e nozes, cogumelos, água, leite e ovos, carnes e peixes, e variedade dentro de cada tipo.

2) Cuidar para que óleos, gorduras, açúcar e sal sejam usados com moderação em preparações culinárias. Desde que utilizados com moderação em preparações culinárias com base em alimentos, óleos, gorduras, sal e açúcar contribuem para diversificar e tornar mais saborosa a alimentação sem comprometer seu valor nutricional.
3) Limitar a ingestão de produtos prontos para consumo e evitar aqueles que são ultraprocessados. Embora convenientes e de sabor pronunciado, produtos prontos para consumo tendem a ser nutricionalmente desequilibrados. Muitos favorecem o consumo excessivo de calorias e afetam negativamente a vida social, a cultura e o ambiente.

A regra de ouro: Prefira sempre alimentos e preparações culinárias a produtos prontos para consumo e evite produtos ultraprocessados.

Outra característica relevante do Guia é basear suas recomendações em padrões de alimentação praticados por uma parcela substancial da população brasileira, aquela que ainda baseia sua alimentação em alimentos e preparações culinárias.



Composição do almoço de brasileiros selecionados dentre aqueles que
baseiam sua alimentação em alimentos e preparações culinárias. NOVO Guia Alimentar para a População Brasileira (versão para consulta pública). Ministério da Saúde, 2014.

O novo Guia dá destaque especial às circunstâncias que envolvem o ato de comer (quando, como, onde e com quem comer) e considera, ainda, o impacto que as escolhas alimentares têm sobre o ambiente e a cultura.

Além disso, orienta para cozinhar o seu próprio alimento sempre que possível, fazendo do ato de cozinhar um momento familiar. Outra é: e, se precisar comer fora de casa, opte por restaurantes que servem comida, como os restaurantes ‘por quilo’ e evite as redes de fast food.


Conversa com a Nutricionista Maria Laura Louzada:
FZ: Nas avaliações do site, utilizamos, com frequência, a referência do Guia de 2006 sobre gorduras saturadas. Vimos que o Guia novo não classifica os tipos de gordura como o Guia antigo fazia e se limita a uma breve explicação no meio do contexto. Em relação ao colesterol, ele é citado apenas na parte dos ovos. Sentimos falta do posicionamento e da recomendação da gordura saturada e do colesterol no Guia novo. Haverá uma recomendação? Qual o seu posicionamento a respeito?

ML: Uma das bases desse guia é assumir que a relação entre alimentação e saúde vai além dos nutrientes (por favor, veja página 8). Claro que eles também são importantes, mas assumimos que, muito mais do que eles, os alimentos, as combinações de alimentos e os modos de comer são os mediadores da relação entre alimentação e saúde. Além disso, todas as experiências anteriores com guias alimentares em diferentes países nos mostram que é muito difícil transformar as evidências relacionadas a nutrientes isolados em recomendações para as pessoas. É muito difícil pensarmos em colesterol ou gordura saturada quando precisamos escolher o que comer e nos deparamos com diferentes combinações de alimentos.

Mas fora isso, certamente as recomendações do Guia dão conta do objetivo de orientar a moderação do consumo de colesterol e gordura saturada, apenas não usamos os termos explícitos como em outros documentos mais técnicos voltados para profissionais de saúde ou cientistas. Entre outras referências, consideramos as recomendações da Organização Mundial da Saúde (WHO 2003 e WHO, 2009), que assume a posição de que a gordura saturada e o colesterol, quando consumidos em excesso, são fatores de risco para doenças.

A limitação do consumo de produtos prontos para consumo per si já é a principal e mais importante recomendação que garantirá um consumo adequado de gordura total e gordura saturada e uma melhor qualidade geral da alimentação. Como um todo, os produtos prontos para consumo têm um perfil de nutrientes desequilibrado e contém maiores quantidades de gorduras totais e saturadas em relação às preparações culinárias (p. 23 até p.29) (dois artigos que mostram isso: MONTEIRO, C. A. et al. Increasing consumption of ultra-processed foods and likely impact on human health: evidence from Brazil. Public Health Nutrition, v.14, p.5-13, 2011. e MOUBARAC, J.C. et al. Consumption of ultra-processed foods and likely impact on human health. Evidence from Canada. Public Health Nutrition, v.21, p.1-9. 2012.)

Em relação às preparações culinárias, também destacamos vários pontos que dão conta disso: destacamos que, apesar de toda a sua importância na preparação de alimentos, o uso do óleo de cozinha não deve ser exagerado; priorizamos cortes magros e preparações grelhadas ou assadas de carnes e vegetais nos exemplos de refeições e recomendamos o consumo preferencial de leite com reduzida quantidade de gordura (p. 45 a 57).

Em relação ao colesterol, sabemos que esse problema não é tão presente na população brasileira quanto o consumo exagerado de gordura saturada, por isso nossa preocupação foi menor (referência: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009: análise do consumo alimentar pessoal no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2011.) Podes observar, no entanto, que, no capítulo 3, está bem enfatizada a necessidade de moderação do consumo de carnes, em especial as vermelhas. Nos exemplos de refeições, as carnes estão presentes em porções pequenas e em dias limitados. Além disso, há o estímulo para o consumo de peixes e pratos feitos somente com vegetais, o que diversifica a alimentação e aumenta o consumo de outros tipos de gordura benéficas para a saúde.

Acreditamos, portanto, que todas as recomendações relacionadas aos nutrientes podem ser tratadas apenas falando de comida, que é algo bem mais próximo da população.

Veja abaixo alguns comentários extremamente positivos que o Guia recebeu exatamente por ser baseado em comida e não em nutrientes…

http://www.foodpolitics.com/2014/02/brazils-new-dietary-guidelines-food-based/

http://www.onegreenplanet.org/news/brazil-proposes-suprisingly-simple-new-dietary-guidelines/

FZ: Com base no teu pedido de lermos a página 8, nos veio um questionamento comum dos leitores: o consumo de alimentos fortificados com vitaminas e minerais da no mesmo do que consumir esses nutrientes naturalmente presentes em alimentos?

ML: Na verdade, o que sabemos é que, independente da absorção, eles não reproduzem os mesmos efeitos dos nutrientes presentes naturalmente nos alimentos. E, além disso, sabemos que há uma sinergia entre nutrientes…por exemplo, as frutas são protetoras para a saúde não exatamente por seus nutrientes isolados, mas pela sua composição com um todo. Quando tentamos reproduzir os efeitos isolando nutrientes, o mesmo não acontece. O mesmo acontece com “padrões de alimentação” protetores: não sabemos exatamente quais são os fatores que fazem a dieta mediterrânea ser tão benéfica para a saúde, pois não podemos isolar seus itens. O que sabemos é que esse padrão como um todo é benéfico. Também não temos muitos estudos sobre quais seriam os efeitos negativos desses nutrientes sintéticos em longo prazo. Por isso acreditamos no nosso papel de incentivar o consumo de nutrientes pela comida.

FZ: Quais as principais inovações do Novo Guia?
ML: Além de falar de comida e usar menos termos técnicos e de nutrientes, acho que seria legal também destacar outra inovação do Guia que é falar das circunstâncias que envolvem o ato de comer (como, onde e com quem comer). Nesse capítulo, também há uma demarcação do posicionamento feminista do Guia, que é de valorizar o compartilhamento de todas as atividades relacionados ao ato de comer (desde seleção, compras, preparo até a higienização de utensílios). Sabe-se que historicamente essas tarefas foram de responsabilidade da mulher e, com a dinâmica de trabalho atual, a única forma de mantermos e cultivarmos o prazer pela culinária e não deixarmos as tarefas pesarem apenas para uma pessoa da família.

Outras duas inovações que acho muito interessantes:

- basear as recomendações em padrões de alimentação praticados por uma parcela substancial da população brasileira, aquela que baseia sua alimentação em alimentos e preparações culinárias. Ou seja, a principal base do Guia é aquilo que a gente já come e não aquilo que está destacado em estudos e que, muitas vezes, foram feitos em países com hábitos alimentares bem diferentes dos nossos.

- destacar e discutir alguns obstáculos que podem ser encontrados para o seguimento das orientações do Guia (último capítulo). Isso é extremamente relevante, pois assumimos que o ato de comer não é algo ligado puramente a escolhas individuais, mas muito ligado ao ambiente alimentar, ao acesso e à informação. Por isso, esse Guia também tem o papel de empoderar as pessoas para lutarem pela garantia de melhores condições para se alimentarem no lugar onde vivem.

FZ: Como as pessoas podem participar da Consulta Pública?


ML: A Consulta é um instrumento fundamental da democracia, onde qualquer pessoa pode se posicionar. Um dos maiores desafios da equipe que escreveu o Guia foi de tentar traduzir as recomendações técnicas em uma linguagem acessível para todos. Qualquer contribuição nessa área já seria de extrema importância!

Agradecemos à Maria Laura pela excelente contribuição!

Contribua com o Novo Guia, participe da consulta pública clicando AQUI e divulgue para que todos possam ajudar também!

Fontes:

Profissional entrevistada: Nutricionista Maria Laura Louzada. Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP).

*Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira (versão para consulta pública), 2014.

**Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira, 2006.

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segunda-feira, 3 de março de 2014

Secretaria da Saúde determina recolhimento de amendoim


Agência de Notícias do Paraná

Publicado em 07/02/2013 11:03


A Vigilância Sanitária da secretaria estadual de Saúde determinou o recolhimento dos lotes do amendoim tipo “japonês” da marca Zaeli que apresentam irregularidade na rotulagem. No produto em questão consta a inscrição ‘não contém glúten”, entretanto, na lista de ingredientes usados aparece a farinha de trigo, que contém glúten naturalmente em sua composição.

A ação foi desencadeada em função de denúncia enviada pela Associação dos Celíacos do Paraná. Segundo a denúncia, o produto foi consumido por um portador de doença celíaca que passou mal pela ingestão do produto. Em dezembro de 2012 a Vigilância Sanitária determinou o recolhimento do lote 310/12/48 (validade 05/05/2013) do mesmo produto. A empresa foi notificada pela Vigilância Sanitária Estadual a recolher o lote irregular e, no entanto, foram identificados outros lotes com o mesmo problema.

Na terça-feira (6/2) a Secretaria da Saúde recebeu nova denúncia, através da Acelpar, de uma portadora de doença celíaca que consumiu o produto de outro lote (289/12/29 – validade 15/04/2013) comprado no dia 17 de janeiro.

De acordo com superintendente de Vigilância em saúde, Sezifredo Paz, todas as regionais de saúde e municípios devem fazer o recolhimento dos produtos que apresentarem esta irregularidade. “O produto deve ser devolvido para a empresa para que seja feita a correção da rotulagem”, disse. Quanto à empresa, estão sendo adotadas as medidas legais cabíveis.

Se o consumidor, principalmente os portadores de doenças celíacas, identificarem rotulagens irregulares, devem denunciar através da Ouvidoria do SUS – 0800 644 4414.

A doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten, proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e malte. Estima-se que 1 a cada grupo de 100 a 200 pessoas tenha a doença celíaca nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil ainda não há um número oficial sobre a doença celíaca.

Por isso é tão importante a leitura dos ingredientes, vejam:




Ingredientes: farinha de trigo, farinha de mandioca, açúcar, gordura vegetal hidrogenada, molhos de soja e milho.

Agora prestem bem atenção ao que estão comendo:
* Apesar da embalagem dizer que o alimento não contém Glúten, aparece nos ingredientes a farinha de trigo que e um veneno para celíacos, ou aqueles que não podem ingerir glúten.
* Além disso temos a gordura vegetal que entope as artérias e os molhos de soja e milho que provavelmente são transgênicos. 

sábado, 1 de março de 2014

Isso se aplica à Alimentação e à Saúde também: Alimento certo, saúde na certa!



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Alimentação orgânica é Moda? Que nada é uma prática bem antiga.


Consumidores ingerem alimentos geneticamente modificados sem o saberem

Consumidores ingerem alimentos geneticamente modificados sem o saberem

Fonte: Green Savers
Publicado em 22 de Fevereiro de 2014.


Alimentos geneticamente modificados estão cada vez mais presentes nos pratos dos consumidores sem estes o saberem, uma vez que muitas carnes e lacticínios têm sido produzidos a partir de animais alimentados com dietas provenientes de culturas transgénicas, refere o Huffington Post.

Vários activistas e organizações estão alarmados com esta situação e apelam à introdução de um regime de rotulagem que obrigue os fabricantes e revendedores a identificar os produtos feitos a partir de animais alimentados com dietas geneticamente modificadas.

De acordo com o agregador, cerca de 30 milhões de toneladas de alimentos transgénicos para consumo animal são importados para a Europa todos os anos, de forma a alimentar suínos, aves, gado e peixes de viveiro.

Grande parte da soja e do milho utilizado é cultivado na América do Sul, incluindo o Brasil, a Argentina e o Paraguai, onde o cultivo tem sido associado a graves violações dos direitos humanos e ambientais.

No Reino Unido, os alimentos que contenham material transgénico para consumo têm de ter rótulo. No entanto, comida para consumo humano que seja proveniente de animais alimentados com dietas transgénicas – carne, peixe, leite e seus derivados – não precisam de ser rotulados. Isto significa que os consumidores podem, inadvertidamente, alimentar-se de produtos geneticamente modificados.

Em França, a Carrefour lançou em 2010 um sistema de rotulagem para informar os clientes que os animais usados para produzir alimentos não foram alimentados com transgénicos. A empresa tomou esta medida após ter verificado em sondagens que 60% dos seus clientes deixariam de comprar alimentos nos seus hipermercados caso soubessem que eram produzidos a partir de animais alimentados a transgénicos.

Sistemas semelhantes estão a começar a ser adoptados por outras redes europeias de hipermercados, ainda de acordo com o Huffington Post.

Foto: moohaha / Creative Commons





Mas afinal onde tem glúten?


Muita gente acha que o glúten só está na farinha de trigo,mas é bom saber onde mais se encontra glúten.

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