quarta-feira, 22 de abril de 2015

Banha de porco: o ingrediente secreto dos nossos avós!



Fonte: Dr. Rondó
Quantas vezes você já teve a oportunidade de ouvir, seja dos seus avós ou até mesmo dos seus pais, que “antigamente a comida não era assim”. E isso não é exagero deles, não! Eles têm mesmo do que sentir saudades.

Na época deles, quando iam para a cozinha, toda a refeição era preparada com um ingrediente que emprestava um sabor todo especial à comida e que, infelizmente, nós não conhecemos. Eu estou falando sobre algo muito bom e bem antigo: a banha!

Sim, estou falando sobre a gordura de porco, o alimento mais demonizado no século 20 e que está se tornando a grande novidade nutricional.

Nos últimos 60 anos os “especialistas” nos fizeram acreditar que os óleos vegetais eram extremamente saudáveis e muito mais seguros. Diziam também que a banha de porco deveria ser banida de uma vez por todas da nossa alimentação. Quanta bobagem! Até as primeiras décadas do século 20 todo mundo cozinhava usando a banha de porco sem nenhum tipo de questionamento.

Entretanto, com o aparecimento da indústria do óleo de algodão, teve início uma adulteração da banha de porco. Os fabricantes do óleo de algodão precisavam de um destino para os seus produtos, então passaram a misturar a banha de porco como o óleo de algodão e o óleo de oliva. Lógico que isso era feito às escuras, pois até mesmo as pessoas que participavam deste processo sabiam que aquilo não era natural e que era possivelmente perigoso.

Como tudo que é errado não dura por muito tempo, quando esse assunto veio à tona foi um escândalo. Tanto que foi aberta uma investigação pelo Congresso Americano para averiguar o caso. As nações estrangeiras ao descobrir a adulteração baniram o óleo de oliva americano de suas dietas.

Há cerca de 100 anos, o óleo de algodão era considerado algo ruim. Mas hoje, esse e outros óleos provenientes de plantas variadas estão por todos os lados, inclusive promovendo o aumento da doença cardiovascular, diabetes, obesidade, Alzheimer etc. Portanto, essa é a hora de voltamos a utilizar a banha de porco em nossas receitas. Naquela época, há 100 anos, eram raríssimos os casos destas doenças.

Veja só mais alguns mitos relacionados à banha de porco. Sinceramente eu espero que eles mudem os seus conceitos sobre este alimento:

1) Banha de porco causa doença cardíaca:

Conforme aumentava o consumo do óleo de algodão, ocorria concomitante o declínio da saúde cardíaca, tendo sido promovido como a alternativa saudável à banha de porco. Depois disso, a banha e a manteiga foram rapidamente atiradas para fora, e surgiam os óleos vegetais: algodão, canola, soja, milho etc.

Enquanto a gordura animal é saudável para as suas artérias, sobre os óleos vegetais não podemos dizer o mesmo.

Segundo um estudo de longa duração envolvendo 458 homens que sofreram ataque cardíaco ou angina, os indivíduos que substituíram gorduras animais por óleo vegetal, tiveram o dobro de mortes quando comparados com homens que consumiram gordura animal.

2) Banha é gordura saturada:

Não há nenhum problema em relação à gordura saturada animal, como se pregou. Só que a banha não é gordura saturada pura. Esse é outro mito feito pela indústria dos óleos vegetais para descredenciar essa gordura. Na verdade, a banha tem uma composição perfeitamente balanceada com cerca de 40% de gordura saturada e 45% de gordura monoinsaturada.

E falando de gorduras, banha de animais criados soltos, pastoreando, são riquíssimos em ômega 3 e pobre em ômega 6.

3) A banha vai piorar o colesterol:

Novamente não vejo nenhum problema com os valores de colesterol elevado causado por alimentação rica em gordura animal.

Você só não pode como deve consumir banha, pois o colesterol da alimentação proveniente de fontes naturais (banha ou ovos) não vai elevar o seu colesterol sanguíneo.

Se você seguir os padrões de saúde, a banha de porco passa em qualquer teste só que isso não é divulgado porque há interesses da indústria dos óleos vegetais.

Quer um conselho? Pare para refletir um pouco você tem todos os motivos do mundo para voltar a cozinhar utilizando a banha de porco. Você vai notar que até o paladar da comida ficará melhor.

E olha, estou para te dizer que encontrar a banha de porco é extremamente fácil. Converse com o açougueiro de sua confiança e peça a ele para te fornecer a banha de animais criados soltos em pastos e que não consomem ração.

Muitos supermercados têm banha vegetal ou gordura hidrogenada, estas não servem. Ok? E lembre-se sempre que nem todas as gorduras saturadas são iguais.

Deixe o medo de lado e volte a desfrutar o sabor da comida da casa da vovó.



Referências bibliográficas:

- Archives of Internal Medicine 1992 Jul;152(7):1371-2

- Know Your Fats: The Complete Primer for Understanding the Nutriton of Fats, Oils and Cholesterol (Silver Spring, MD, Bethesda Press, 2000. p 135.)

- American Journal of Clinical Nutrition March 2010: 91(3); 502-509

- J Ag Food Chem, 1994, 42 (6), 1291–1294.

- BMJ 2013;347:f6340

- J Nutrition, 1950, 42, 375.

- Sinal Verde para a Carne Vermelha. Editora Gaia. 2011

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