terça-feira, 22 de setembro de 2015

Crianças estão entre as principais vítimas dos efeitos nocivos dos agrotóxicos no Brasil

Dados inéditos da USP indicam que entre 2007 e 2014 foram notificadas 2.150 intoxicações somente na faixa etária de 0 a 14 anos de idade; número pode ser 50 vezes maior
Fonte: Rede Brasil Atual - por Cida de Oliveira publicado 04/09/2015 11:18ELIANA DE SOUZA LIMA/EMBRAPA


Adoecimento: é comum a pulverização de veneno sem equipamento de proteção

São Paulo – Crianças e adolescentes estão entre as principais vítimas dos efeitos nocivos dos agrotóxicos. Um estudo do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), com base em dados do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que entre 2007 e 2014 foram notificadas em todo o país 2.150 intoxicações somente na faixa etária entre 0 e 14 anos de idade. O dado, alarmante, não reflete o real, que pode ser 50 vezes maior. Isso porque de cada 50 casos de intoxicação por esses venenos, apenas um é notificado no serviço de saúde.

Os dados, inéditos, foram apresentados pela professora Larissa Mies Bombardi, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) durante o seminário Impacto dos Agrotóxicos na Vida e no Trabalho, realizado quarta-feira (2) na Câmara dos Vereadores de São Paulo.

Promovido pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, entre outros parceiros que lutam pelo banimento agrotóxicos e das sementes transgênicas no Brasil, o evento integra a programação da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que está divulgando a atualização de seu Dossiê Impactos dos Agrotóxicos na Saúde.

Estudiosa do tema, a professora conta que só entre 1999 e 2009, o Sistema Nacional de Informações Toxicológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que foram registradas 62 mil intoxicações por agrotóxicos no país.

"São 5.600 intoxicações por ano, 15,5 por dia, uma a cada 90 minutos. Nesse período houve 25 mil tentativas de suicídio com uso de agrotóxico. O dado é alarmante, representando 2.300 casos por ano. São seis por dia”, afirma Larissa, reforçando para o fato que o dado pode ser 50 vezes maior.

Para o presidente do Consórcio de Segurança Alimentar do Sudoeste Paulista e dirigente da Federação da Agricultura Familiar de São Paulo, José Vicente Felizardo, as crianças sempre estiveram expostas a esses venenos no campo, principalmente na plantação de tomates, que predomina em sua região. Ele conta que até o ano 2000 a contaminação na faixa etária entre 5 e 14 anos ocorria durante o trabalho, quando essas crianças manuseavam agrotóxicos, "temperando a calda" – fazendo a diluição. "Eram comuns mortes de crianças", conta.

Conforme ele, as denúncias não surtiam efeito. Até que em 2000 uma criança de 5 anos morreu depois de beber agrotóxico. "Ela estava na roça com a mãe. Bebeu agrotóxico. Conseguimos mobilizar a imprensa, mostrando as embalagens. Desde então, a coisa começou a caminhar."

No entanto, pouca coisa mudou. Segundo Felizardo, crianças pequenas ainda são levadas às roças de tomate pelas mães. "Elas ficam dormindo na sombra enquanto a mãe trabalha. E na hora de pulverizar, a criança é pulverizada junto. Por isso, os números não surpreendem.”

Os venenos afetam também a saúde dos mais velhos. Conforme Felizardo, nos acampamentos de tomate é comum os trabalhadores, ainda adolescentes, desenvolverem depressão e alcoolismo. "Não são raras as tentativas de suicídio, todas sem registro. Na região de Jaú, se a gente ver as pessoas que estão fazendo tratamento de câncer, a maioria está exposta aos agrotóxicos", conta Felizardo.

O dirigente chama ainda a atenção para o assédio, desleal, da indústria do veneno. Em sua região há poucos técnicos. "Se reunir todos os agrônomos do poder público, temos em torno de 40 técnicos para assistência técnica. Uma empresa na cidade vizinha tem, sozinha, 36 agrônomos, cada um com um carro, que sai a cada propriedade vendendo os agrotóxicos. E a cada 15 dias fazem palestra, faz churrasco e bebida e chama os agricultores para fazer propaganda. É muito diferente a atenção. É desleal."

Desde 2009, o Brasil lidera o consumo mundial desses venenos, utilizando sobre suas lavouras um quinto de todo o agrotóxico produzido no mundo. Tamanho consumo está provocando uma verdadeira epidemia, silenciosa e violenta, colocando em risco a vida e saúde dos camponeses, trabalhadores rurais e seus familiares, em contato direto com o produto, e a população da cidade, que consume alimentos cada vez mais encharcados.

Cancerígeno, glifosato não é detectado por testes da Anvisa em alimentos

Em março passado, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou o glifosato, presente em herbicidas como o Roundup – um dos mais utilizados no mundo – como cancerígenos prováveis para o homem.

"Porém, a presença do veneno não é avaliada pela Anvisa em seu monitoramento de agrotóxicos nos alimentos", alerta a professora da Universidade Estadual do Rio do Janeiro (Uerj) e pesquisa da Fiocruz Karen Friedrich, que está entre os 44 autores do Dossiê da Abrasco.

De acordo com a Anvisa, as amostras dos alimentos são encaminhadas aos laboratórios, cuja análise é realizada pelo método analítico de “multirresíduos”. O método rápido, utilizado em outros países, analisa simultaneamente diferentes ingredientes ativos de agrotóxicos em uma mesma amostra.

Porém, esse método não se aplica à análise de alguns ingredientes ativos, como o glifosato, o 24D e o etefon, entre outros, que demandam metodologias específicas e onerosas. Considerando o cenário atual relativa à larga utilização do glifosato e de reavaliação deste ingrediente ativo, a Anvisa está trabalhando para pesquisar o glifosato em algumas culturas agrícolas a partir de 2016, principalmente nas transgênicas e nas culturas em que ocorre o uso como dessecante antes da colheita.

Segundo Karen, isso é grave, já que os alimentos podem conter doses elevadas do veneno. "Se não há limite de segurança, ou seja, o agrotóxico é nocivo à saúde em qualquer quantidade, imagine em grandes doses." Segundo a própria Anvisa, 70% dos alimentos têm agrotóxicos, alguns deles com quantidades bem acima do tolerado.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Danone, Nestlé e Yakult são denunciadas por testes cruéis com animais


Fonte: ANDA



Beagles, ratos e leitões foram usados em testes.

Cães domésticos, ratos e porcos estão sendo expostos à radiação, alimentação forçada e implantação de tubos em órgãos internos durante experimentos cruéis feitos por gigantes da indústria alimentícia.

Danone, Nestlé e Yakult foram denunciadas por realizarem experimentos em animais inocentes, com objetivo de conseguirem novas formas de fazer dinheiro com produtos já existentes no mercado.

Em um exemplo “doentio”, os cientistas que trabalham para a Nestlé testaram em seus próprios cães uma redução alimentar com 25% das suas necessidades energéticas e foram injetados com glicose.

A pesquisa, que foi publicada em artigos médicos entre 2014 e 2015, envolveu alimentação forçada, radiação, dietas restritivas e implantação cirúrgica de tubos. Os animais eram mortos frequentemente no final dos experimentos.

Ativistas de direitos animais agora pedem ao público um boicote à Danone, Nestlé e Yakult, para que o sofrimento animal acabe.

A Dra. Katy Taylor, diretora científica da Cruelty Free International, disse: “O público ficaria chocado ao saber que marcas famosas e conhecidas estão envolvidas em experimentos doentios com animais.”

“Provar que estes produtos ajudam a resolver problemas de saúde induzidos artificialmente em animais não significa que eles vão ter os mesmos efeitos em seres humanos, e isso pode ser enganoso para os consumidores.”

“Alguns destes testes utilizam produtos já existentes no mercado. Acreditamos que não há razões para que voluntários e consumidores humanos não estejam envolvidos na avaliação dos efeitos na saúde destes produtos em situações da vida real.”

Os pesquisadores da Yakult trabalharam intensivamente na Coreia do Sul alimentando camundongos sem pelo de 5 semanas de idade com bactérias probióticas, uma hora antes de serem expostos à radiação de luz ultravioleta, a uma distância da pele de apenas 12,7 cm.

O procedimento excruciante foi repetido três vezes por semana durante 12 semanas, e a dose de radiação aumentava à medida que o tempo passava.


Leitões, como estes da foto, tiveram tubos inseridos em seus intestinos em testes da Danone.

Os ratos desenvolveram rugas profundas e, em seguida, foram mortos para que a pele pudesse ser removida e examinada.

Quando questionado pelo Express.co.uk sobre os experimentos, um porta-voz da Yakult disse que os estudos não foram realizados com os produtos vendidos no Reino Unido. Mas a Cruelty Free International disse que essa afirmação é “falaciosa”, uma vez que os lucros do mundo inteiro podem ter sido utilizados para financiar a pesquisa.

A Nestlé restringiu a alimentação de 18 beagles que tinham excesso de peso, em uma dieta intensa de 6 meses para testar a versão da Purina [ração da empresa] de baixa caloria. Enquanto comiam 25% de suas necessidades energéticas, eles eram sujeitos à injeções de glicose e coleta regular de sangue.

A Nestlé também privou a alimentação de ratos por 23 horas, para ver se a canela poderia ser utilizada para tratar a obesidade em seres humanos. E então, os pesquisadores forçavam uma alimentação à base de canela através de um tubo colocado goela abaixo.

Em uma segunda experiência, 60 ratos foram alimentados com uma dieta rica em gordura, durante 10 semanas, para torná-los obesos após passarem por uma dieta contendo extrato de canela por mais 36 dias. No final da experiência, os ratos foram alimentados forçadamente com glicose, antes de serem submetidos a repetidas coletas de sangue por um período de duas horas. Todos os ratos foram sacrificados e seus órgãos dissecados.

Um porta-voz da Nestlé disse: “Os testes em animais são, com razão, um motivo de preocupação pública, e só deveriam ocorrer em absoluta necessidade de demonstração de segurança, como parte do processo de regulamentação para a comercialização de um produto.”


Ratos, como esses da imagem, foram irradiados com o objetivo de verificar se as bactérias probióticas afetam o envelhecimento.

Segundo o porta-voz, “A Nestlé não faz testes em animais para desenvolver nossos produtos alimentares e bebidas convencionais, tais como café, chá, cereais e chocolate, que têm sido parte da nossa dieta por muitos anos.”

“Quando as autoridades competentes exigem de nós esse tipo de teste, para a demonstração da segurança e comercialização de alimentos com ingredientes ou produtos farmacêuticos e dispositivos dermatológicos, cumprimos todos os regulamentos e normas aplicáveis.”

O porta-voz acrescentou que a Nestlé apenas faz testes “necessários” e que está desenvolvendo novos métodos científicos que reduzam o número de animais usados em experiências.

Ele ainda afirmou: “Onde a experimentação animal é necessária, nós levamos muitos a sério nossa responsabilidade ética em relação ao tratamento dos animais, incluindo locação adequada, nutrição, cuidados e tratamento humano.”

Defendendo o uso dos beagles, o porta-voz disse que está comprometido a ajudar os animais obesos a “viverem vidas mais felizes e saudáveis”; a obesidade afeta mais da metade dos gatos e cães domésticos.

E ainda disse: “Os cães deste estudo nutricional são nossos animais de estimação e permaneceram sob nossos cuidados em tempo integral antes, durante e depois do estudo. Realizamos apenas os procedimentos que são adequados para cães e gatos e que sejam consistentes com a excelência em cuidados veterinários.”

A Cruelty Free International disse que é “inadequado” chamar tais beagles de animais de estimação, uma vez que são mantidos em ambiente laboratorial com acesso limitado ao ar livre e um proprietário amoroso. A ONG afirmou que os cientistas da Danone que queriam descobrir qual fórmula para bebês era de mais fácil digestão, em comparação com os outros produtos encontrados no mercado, poderiam facilmente encontrá-la ao avaliar a alimentação dos bebês e suas reações clínicas. Ao invés disso, os cientistas que trabalham para a Nutricia Research implantaram tubos intestinais em oito leitões de 2 semanas de idade. Eles foram alimentados à força 4 vezes ao dia durante 6 dias, e então os cientistas recolhiam amostras a partir dos tubos. Um leitão morreu logo após a cirurgia e outro teve que ser excluído da experiência porque seu tubo começou a vazar. Não se sabe o que aconteceu com os leitões após esses testes.

Fonte: Holocausto Animal.

Professor de Campinas reúne estudos sobre toxidade de produtos Herbalife

Fonte: Cartacampinas


Pesquisas desenvolvidas em diferentes países e agrupadas no estudo do professor Lázaro Nunes, da instituição Faculdades Integradas Metropolitanas de Campinas (Metrocamp), mostram a relação entre produtos da Herbalife e problemas no fígado. Foram identificadas complicações como a hepatite tóxica e deficiências na coagulação do sangue.

O estudo analisou seis produções científicas de diversos países, entre eles Israel, Suíça, Espanha, Alemanha e Islândia, que relatam casos de 33 pessoas com problemas no fígado decorrente do consumo de produtos da Herbalife, entre 1999 e 2010.

A alteração mais preocupante, de acordo com o estudo, foi a apresentação de sintomas de hepatite tóxica, que pode ocorrer pela ingestão de alimentos, suplementos ou medicamentos que possuam toxinas que afetam o órgão.

Um dos estudos analisados mostrou que houve elevação de até 58 vezes na quantidade da enzima do fígado ALT (Alanina aminotransferase) e de 267 vezes, da AST (Aspartato transaminase), ambas enzimas do fígado. Os números são um comparativo em relação ao padrão de uma pessoa saudável. Nos outros estudos, o aumento foi de, no mínimo, 10 vezes ao valor de referência para pessoas saudáveis.

Nunes explica os efeitos observados em relação ao consumo da marca. “Quando alguém está tomando um suplemento ou um alimento que faça com que o fígado fique sobrecarregado e tenha uma lesão, essa pessoa vai ter dificuldades de eliminar todos esses componentes do organismo e pode sofrer, por exemplo, a icterícia, que é quando a pessoa fica amarela por excesso de bilirrubina no sangue”, explicou. A icterícia é popularmente conhecida como amarelão.

Segundo o pesquisador, não há produção científica sobre o tema no Brasil, mas ele aponta que os dados internacionais já servem de alerta. “Não encontramos estudos realizados no Brasil, o que não quer dizer que estes casos não tenham ocorrido aqui também”, declarou.

O professor explica que o fígado controla a taxa de glicose no sangue, sintetiza proteínas e elimina substâncias tóxicas do organismo. “Se uma pessoa tem alguma lesão hepática, ela pode ter dificuldades de coagulação e corre risco de sangramentos internos”, explica. Ele ressalta que o consumo destes produtos somados à predisposições à doenças no fígado podem colaborar para o desenvolvimento de complicações.

Herbalife

Procurada pela reportagem, a empresa informou, em nota, que nenhuma hepatotoxina foi descoberta em seus produtos. “Nenhuma autoridade governamental encontrou, ao longo dos mais de 30 anos de operação da empresa e após mais de 25 investigações envolvendo relatos de casos, alegando hepatoxicidade, qualquer razão para que fossem tomadas medidas regulatórias contra a Herbalife”, apontou. A companhia afirmou que possui licença de órgãos competentes e “que seguem padrões rigorosos de qualidade”.

A nutricionista Beatriz Carvalho, presidenta do Conselho Regional de Nutrição de Minas Gerais, avalia que este tipo de suplemento prejudica não só a saúde do consumidor, mas toda a cadeia alimentar da população. “Defendemos a soberania alimentar do povo, que incluí uma alimentação saudável, baseada em alimentos reais [sem processamento] e que valorizem a diversidade natural do Brasil. Além disso, promove uma saúde que vai além da alimentação, porque promove a saúde cultural de um povo, que se expressa pela cultura de alimentos”, explica.

O Guia Alimentar Para a População Brasileira de 2014, do Ministério da Saúde, orienta a redução máxima consumo de produtos hiperindustrializados, [alimentos que perdem suas características após serem processados, por exemplo, biscoitos, chips].

“O país saiu do mapa da fome, mas tivemos uma inversão. Hoje mais de 50% dos adultos estão no sobrepeso. E o que levou a isso? As pessoas foram ganhando peso através da alimentação industrializadas e grandes quantidades de açúcar. Ninguém ganha peso comendo um prato de arroz”, avaliou a nutricionista.

Para Beatriz, a alimentação vai além dos nutrientes. “Uma cápsula com nutrientes, a indústria é capaz de produzir, mas isso não é saúde. A gente não pode ficar refém de tudo o que a indústria propõe. Nos alimentos, há tudo que é necessário para uma vida saudável” completa. (Do SaúdePopular)

domingo, 6 de setembro de 2015

Alimentação da criança brasileira é preocupante, aponta estudo

Estudo inédito do Ministério da Saúde revelou que 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade comem biscoitos, bolachas e bolos

POR: A Crítica. Net
DA REDAÇÃO


Ilustração

Estudo inédito do Ministério da Saúde revelou que 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade comem biscoitos, bolachas e bolos e que 32,3% tomam refrigerantes ou suco artificial.

Este é o terceiro volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que traz medidas inéditas da população do país, como peso, pressão arterial e circunferência da cintura. Além das mudanças nos hábitos alimentares na infância, os dados alertam para os crescentes índices de excesso de peso e obesidade em adultos.


Nota do Blog Alimento Puro sobre a matéria: é urgente uma mudança na visão que se tem sobre alimentação infantil, precisamos deixar de lado pensamentos "come... é só um, ele vai ficar aguado, você está criando essa criança como um ET, etc...." Estamos vivendo na pele os problemas de uma alimentação errada, açucarada, cheia de aditivos e corantes, porque então plantar esse mesmo futuro para nossos filhos? Mudar dá trabalho sim, não porque as crianças não entendam, elas são muito mais abertas às mudanças do que nós, mas porque você tem que mudar junto, você é o exemplo que ela vai seguir. Vale a pena investir na saúde de seu filho? Então mãos à obra.

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