sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Quintais Orgânicos contempla 20 famílias com mudas frutíferas

Programa da Embrapa em parceria com a Efasc coloca a produção familiar de alimentos livres de agrotóxicos em evidência
Foto: Bruno Pedry
Incentivo à produção de alimentos. Esse foi o recado deixado na manhã desta sexta-feira, 15, durante a 8ª entrega de Quintais Orgânicos, em parceria entre a Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul (Efasc) e a Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, apoiado pela Eletrobras CGTEE e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Famílias de 20 alunos foram contempladas neste ano. Eles acompanharam uma fala do doutor em fruticultura e coordenador do projeto, Fernando Rogério Costa Gomes, e da doutora em tecnologia de alimentos, Ana Cristina Richter Krolow, com informações sobre a produção orgânica, agroindustrialização, sustentabilidade no campo, desperdício de alimentos e segurança alimentar.
Para fazer parte do projeto, os estudantes precisam demonstrar interesse, em conjunto com as famílias. "É fundamental o gosto pela produção de frutas, que isso faça parte da cultura familiar. Alguns jovens não recebem as mudas no primeiro ano do Ensino Médio, mas são contemplados nos dois anos seguintes", explica o o coordenador da Efasc, João Paulo Reis Costa. Já foram disponibilizados 156 quintais em 11 municípios da região. A área plantada chega a 25 hectares. O monitor de produção agropecuária da Efasc, Evandro Silveira, salienta o ganho na formação dos estudantes, que fazem uma ligação entre a teoria e a prática. "É um complemento na alimentação das famílias e a produção de frutas poderá reverter em renda, com a venda do volume excedente".
Costa aponta que os quintais se transformam em área de estudo permanente para os alunos. Há um processo de preparação, como a escolha do terreno para o pomar, preocupação com a qualidade da terra, implantação de quebra-ventos e acompanhamento do desenvolvimento das mudas até a maturação dos frutos. "Um dos principais motivos da parceria continuar, mesmo sem recurso específico, é o aproveitamento dos quintais, comprovado pelo acompanhamento da Empraba por georreferenciamento. A avaliação dos técnicos é que os municípios da região se destacam pelo engajamento", observa. "Com as variedades disponíveis, há produção de frutas o ano todo. Temos jovens que já estão comercializando na vizinhança e em feiras rurais. Relatos de ex-alunos comprovam o sucesso da inserção das frutíferas na propriedade", complementa.
Frutas presentes no projeto Quintais: amora preta, araçá, ariticum, caqui, cereja, figo, goiaba, guabiju, guabiroba, jaboticaba, laranja, limão, pêssego, pitanga, romã, tangerina, uva e uvaia
Abrangência do projeto
- 170 municípios no Rio Grande do Sul
-  19 municípios em Santa Catarina
-  9 municípios no Paraná
-  Rivera e Artigas, no Uruguai

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A fazenda em Nova York que doa 100% dos alimentos orgânicos que produz àqueles que têm fome







Por Jéssica Miwa
Em Ambiente
21 ago 2017

Com pouco mais de 16 hectares, uma fazenda orgânica localizada em Nova York, nos EUA, doa 100% dos alimentos que produz para bancos de alimentos do Estado norte-americano – incluindo ovos e carnes provenientes de animais locais, que vivem livremente no espaço. Batizada de Sky High Farm, a fazenda pertence ao artista Dan Colen, que encontrou no local seu refúgio para viver longe do caos das grandes cidades.

O espaço existe desde 2011 com o objetivo de oferecer – na medida do possível – segurança alimentar para a região. A ideia é que esses alimentos sejam colocados na mesa de quem realmente precisa, garantindo comida de qualidade para famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social.

Mais de 50% do local é utilizado para criação de animais e aproximadamente um hectare é dedicado ao cultivo orgânico de vegetais. No momento, a fazenda está trabalhando para a sua 15ª colheita “do bem”, o que representa 36 mil refeições de qualidade para quem precisa. No total, a iniciativa já doou mais de 10 toneladas de carne orgânica.

A fazenda foi elaborada pelo estúdio Berman Horn, que desenvolveu o espaço em formato de L para que fosse capaz de abrigar animais, quando necessário, e também de ser usado como centro de colheita.



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Inseticida que contaminou ovos é descoberto em dezenas de alimentos na França

Fonte: RFI
Publicado em 15-08-2017 Modificado em 15-08-2017 em 14:42

REUTERS/Hannibal Hanschke/Illustration Photo

Mesmo após o escândalo, jornal francês escreve que 250 mil ovos contaminados foram vendidos por supermercados da França na semana passada.

O jornal Aujourd'hui en France publica uma reportagem especial nesta terça-feira (15) na qual revela que o escândalo dos ovos contaminados pelo inseticida fipronil na Europa vai além do que se imaginava: traços da substância foram encontrados em dezenas de outros produtos, como bolos, massas, biscoitos e pratos pré-cozidos. O Ministério da Agricultura promete revelar a lista destes alimentos nos próximos dias.

"A interminável caça aos ovos" é a manchete da matéria de capa publicada pelo jornal Aujourd'hui en France desta terça-feira. Segundo uma investigação realizada pelos jornalistas do diário, 45 toneladas de produtos derivados de ovos contaminados com o fipronil foram importados da Holanda pela França.

O jornal lembra que na origem do escândalo está a sociedade holandesa ChickFriend, especializada na desinfecção de criações de animais. Ela propunha aos criadores avícolas um tratamento especial para erradicar de forma mais eficaz as pragas nas fazendas. Comercializado sob o nome de Dega-16, a esse medicamento continha fipronil, inseticida proibido desde 2004 em vários países europeus.

Desde que o escândalo veio à tona, há pouco mais de uma semana, milhões de ovos foram retirados do mercado europeu. Para endossar o caldo, no fim da semana passada, a imprensa europeia revelou que ovos orgânicos não foram poupados. Apenas na França, 48 mil ovos contaminados com o fipronil foram vendidos pela rede se supermercados Leader Price.

Na França, as investigações visam agora determinar as quantidades de ovos contaminados que foram importados pelo país e a traçar o percurso desses produtos na cadeia agroindustrial. Segundo a reportagem do Aujourd'hui en France, na semana passada, cerca de 250 mil ovos contaminados com o fipronil foram vendidos por supermercados franceses.

Lista de produtos contaminados

As associações de consumidores estão indignadas e exigem que a lista dos novos produtos contaminados com a substância seja tornada pública o mais rápido possível. Em entrevista ao Aujourd'hui en France, o ministro francês da Agricultura, Stéphane Travert, promete não reter nenhuma informação logo que saírem os resultados sobre da lista dos novos produtos investigados.

Travert voltou a garantir que a substância, em baixas quantidades, não representa risco à saúde das pessoas. Mas, independente da baixa periculosidade, é urgente que os consumidores tenham toda a transparência necessária sobre o caso, diz Aujourd'hui en France. Para o diário, a confiança nos produtores de alimentos, autoridades sanitárias e políticas envolvidas no caso está gravamente abalada.

Difícil será reconquistar os consumidores franceses, que já estão a par que a lista de produtos contaminados é imensa e envolve um número de marcas e empresas sem precedentes, diz Rodolphe Labal, diretor do escritório agroalimentar do laboratório europeu Eurofins, em entrevista ao jornal. O temor é tamanho que a maior parte das empresas alimentícias europeias está testando seus produtos. Segundo o especialista,10% dos produtos derivados de ovos controlados na Europa até o momento contêm traços de fipronil.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Por que pressuponho a loucura?, por Gustavo Gollo

Fonte: Jornal GGN
ENVIADO POR GUSTAVO GOLLO SEX, 04/08/2017 - 14:01



Por que pressuponho a loucura?
por Gustavo Gollo


Análises, em geral, sobre qualquer tema, pressupõem que estejamos mentalmente sãos; que a humanidade, o planeta, como um todo, esteja de posse da razão e não imersa em um delírio desvairado. Quanto a mim, pressuponho o contrário: estamos todos loucos.​

O diagnóstico me parece simples e óbvio, dado que estamos levando o planeta à destruição de maneiras tão claras quanto notórias. Nossa insensatez gigantesca salta aos olhos, e se fingimos não vê-la, é por estarmos loucos. Assim, continuamos esquentando o planeta, derretendo as calotas polares que nos protegem do aquecimento solar, liberando mais metano alimentador do ciclo e agindo como se nada estivesse acontecendo, como se estando prestes a mergulhar em um precipício, continuássemos acelerando em direção a ele, tranquilamente, e isso nos parecesse normal.

Também estamos perdendo o controle sobre os transgênicos, envenenando o planeta com pesticidas e transformando o mundo em uma imensa lixeira, mas tudo isso é normal. É precisamente na normalidade, aliás, que nossa loucura se revela: quando, por exemplo, obtusamente compramos uma garrafa de água, tolice desnecessária cujas consequências durarão mil anos, na forma de uma garrafa utilizada para beber água uma única vez, coisa normal.

Estamos à beira de uma guerra apocalíptica. O poder está mudando de mãos – também fingimos não ver esse fato. Em breve, novas diretrizes se imporão. As novas regras serão consideradas inaceitáveis por todos no ocidente, até pelas pessoas comuns, acostumadas a ouvir um único e mesmo discurso, desabituadas a considerar visões de mundo diferentes da dominante, reiterada diariamente pela TV. Mas se as pessoas comuns estranharão as novas regras, os poderosos, os que sempre mandaram, os que inventaram tais regras, esses se insubordinarão, e não aceitarão seguir diretrizes que nem ao menos tentarão compreender. Aguardamos apenas a próxima crise para a deflagração do conflito. Haverá guerra.

Os poderosos não se preocuparão com o apocalipse, se proclamarão escolhidos e se enfiarão em buracos repletos de alimentos e antidepressivos onde esperarão, durante anos, pela dissipação da radiação.

Mas, por estarmos loucos, muitos apoiarão a guerra.

Franca recebe 1ª Feira de Orgânicos e Naturais

Fonte: GCN

Foto de: Divulgação

Imagem ilustrativa

Pela primeira vez em Franca, a partir de 12/08, a Feira de Orgânicos e Naturais será realizada quinzenalmente no Espaço Cultural do Shopping do Calçado, das 9 às 14 horas. Além dos alimentos orgânicos e naturais, os visitantes poderão conferir cosméticos e artesanatos. Nessa data houve também, o workshop gratuito “Salada sustentável no pote”, oferecido pelo Sesi, às 13 horas.

Cuidado! Nutróloga fala sobre os Perigos dos Óleos Transgênicos

Fonte: Portal AG1 Notícias


Muita gente troca o óleo de milho por versões que consideram mais saudáveis como de canola, soja ou algodão. A verdade é que nenhum desses é recomendado para as pessoas que querem ter uma vida mais saudável. Ao menos é o que afirma a médica especialização em nutrição, Tamara Mazaracki.

Em sua rede social a nutróloga pergunta: “você sabia que os óleos de canola, de soja, de milho e de algodão são transgênicos e passam por um processo de refino sob altas temperaturas e uso de solventes químicos cancerígenos como o hexano?”.

Para se ter uma ideia, o hexano pode causar outros problemas de saúde como doenças cardiovasculares, respiratórias e implicações dermatológicas. Além disso, a substância em grandes quantidades pode prejudicar a memória, causar dores de cabeça, náuseas e tonturas.


Essa substância é um solvente que é largamente utilizado na composição desses tipos de óleo. “O resultado é um óleo que sofre oxidação e contém gordura trans. Se quiser evitar os efeitos prejudiciais dos óleos vegetais oxidados substitua por óleos verdadeiramente saudáveis, como o azeite de oliva, óleo de coco, óleo de palma ou de dendê”, aconselha a especialista.

Fonte: Remédio Caseiro

Agro, negócio?

Imagem Pixabay

Tenho pensado ultimamente como está difícil entender os caminhos da alimentação, de um lado, conceitos disputando a melhor posição: vegetariano, vegano, orgânico, sem lactose, sem carne, sem glúten, sem carboidrato, sem açúcar.... O que ganhamos? O apelido, na maioria das vezes pejorativo, de naturebas!

De outro lado, profissionais de saúde que vinculam alimentação a ser magro, ter um corpo de acordo com as exigências e os padrões ditados pela Moda . E aí vale tudo isso e mais: suplementos, jejuns, remédios, culpa, culpa, muita culpa.

Esquecem que alimento é sabor, é prazer, é nutrir, é carinho, é qualidade, é cultura. Esquecem que o corpo humano não é padrão, que isso é uma criação do marketing da beleza. Esquecem que ser magro não é sinônimo de saúde. Esquecem que comida de verdade vem da terra sim, mas que tudo pode, desde que seja com moderação, até que o paladar retorne ao seu estado natural.

Todas essas restrições e neuras, vem criando um mundo alimentício austero, insípido, sem cor e sem graça. E aí entra com todo seu esplendor “o lado negro da força” e o seu mundo cor de rosa!

As comidas industrializadas garantem em seus pacotinhos coloridos e alegres, facilidade no preparo, praticidade, rapidez, prazos de validade enormes e sabores incríveis (e viciantes, o que se omite, é lógico!).

As indústrias de agrotóxicos e transgênicos, vem com a promessa de lucros e abundância de alimentos como jamais se viu na história deste país. Filmes institucionais asseguram que com a ajuda delas teremos uma agricultura farta e rentável. (Tudo bem que não explicam que essa promessa existe desde o fim da 2ª. Guerra Mundial, que já esgotaram os solos da Europa e dos EUA, e muito menos que os produtos químicos que vendem aqui, estão banidos em muitos lugares do mundo por causarem doenças graves tanto em quem os utiliza, quanto em quem consome os alimentos cultivados com eles. Também não se fala das atrocidades praticadas aos animais em prol do dinheiro, sempre o dinheiro).

Em seus eventos luxuosos e bem patrocinados, encontramos conforto, tecnologia, coffee breaks e almoços servidos à vontade através de buffets e garçons solícitos. Participam formadores de opinião, executivos de empresas, imprensa, políticos de alto escalão apresentando um “Brasil que tem jeito, é só uma questão de tempo”, dizem eles. Um show, acompanhado via internet por milhares de pessoas, materiais de divulgação a rodo, tudo tão perfeito!

Recentemente fui a um desses eventos de agronegócios e confesso quase acreditei nesse mundo tão fascinante, não fosse por um pequeno detalhe: esqueceram do Agricultor. Aquele que planta, que cuida da terra, que trabalha de sol a sol alimentando o progresso e a população. Aquele pequeno agricultor que é maioria em nosso País. Definia-se o seu futuro e ele não estava lá.

Isso doeu muito em mim, mesmo preparada, sabendo que o evento era de empresas multinacionais que visam muito mais o lucro que o bem-estar de quem quer que seja, foi árduo ver pessoas cegas por promessas e brilhos, saber que ali desenhava-se um futuro de doenças e terras devastadas. Um rolo compressor que avança forte para esmagar sentimentos e valores, sem impedimento, sem oposição. E as pessoas brindam, sorriem, felizes com seus pratos finos e cheios de comida e promessas. Me lembrou um pouco aquele burrico que trabalha porque tem uma cenoura inatingível à sua frente.

Quando foi que nos afastamos do verdadeiro valor do alimento? Quando foi que aceitamos que executivos bem vestidos e políticos prolixos com palavras bem colocadas dissessem o que é bom para nós e para o País. Quando foi que permitimos que nossa vida valesse tão pouco?

E nós, que trabalhamos com alimentação consciente em todas as suas modalidades, estamos esquecendo dos nossos primeiros passos, dos nossos erros e acertos, tombos e enganos. Foram eles que contribuíram para formarmos nossas convicções.

O momento é de cultivar união, fortalecer elos, orientar passo a passo. Pegar pacientemente pela mão aqueles que ainda não sabem bem por onde ir. Esclarecer a real importância da Agricultura: Produzir com qualidade e respeito. Não estamos fabricando armas ou carros, estamos cultivando vida, alimento, futuro.

Só assim venceremos esse horizonte ou nos posicionamos ou em breve estaremos reféns das forças imperiais comandadas por um bando de Darth Vaders do Agronegócio.

Que a força esteja conosco!
por Nadia Cozzi

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

As oito principais razões para banir os refrigerantes da alimentação

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Feiras Orgânicas