quinta-feira, 18 de junho de 2015

BioBrazil Fair e a brilhante apresentação da Dra. Denise Carreiro

Fonte: Organics Net

Em debate realizado na quarta-feira (10/6) durante a BioBrazil Fair, a nutricionista e professora Denise Carreiro afirmou que introduzir hábitos saudáveis, como o consumo de orgânicos, desde cedo é a chave para prevenção de doenças crônicas e que a alimentação desenvolvida por um indivíduo determina toda estruturação de seu organismo. 


“A única coisa que forma uma célula é nutriente e a única coisa que nos forma são células. É tudo o que vemos, mas principalmente o que a gente não vê: hormônios, enzimas, neurotransmissores. Nossa renovação celular é feita a partir do que a gente absorve, da matéria-prima que se coloca dentro do organismo.”

Os métodos de produção baseados em agrotóxicos e defensivos oferecem alimentos com até 40% menos vitaminas,minerais e fitoquímico do que a 50 anos atrás, de acordo com a nutricionista. 

Como exemplo, Denise citou o resveratrol, substância presente na uva que previne problema cardiovascular e cerebral. Antifúngico, o resveratrol é produzido pela própria planta, mas quando ela recebe uma quantidade exacerbada de defensivos com essa função, pára de produzi-lo. “Um alimento que teoricamente teria uma das substâncias mais importantes pra vida não tem mais porque não precisou produzir. Muitos do fotoquímicos que fazem as nossas ações antioxidantes, prevenção de câncer, são feitos pelas plantas para se defender do meio e com agrotóxico temos uma queda muito grande disso.”

Segundo Denise, a deficiência de nutrientes nos alimentos, aliada aos hábitos modernos de se consumir menos frutas, legumes e verduras e mais industrializados, é fator que aumenta gradativamente o número de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, e que estas afetam cada vez mais as crianças.


Desenvolvimento humano

O pico do desenvolvimento do cérebro humano ocorre entre o terceiro trimestre de gravidez aos 18 meses da criança. 
Até os 5 anos, foi desenvolvido 75% do órgão. 

“Na infância temos a formação do sistema nervoso central e isso interfere pro resto da vida. Com o que isso é formado? Com substâncias presentes nos refrigerantes, que vemos nas mamadeiras? Com iogurte de morango, que acham que estão dando morango?”. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) um mínimo de 400 gramas de legumes, verduras e frutas por dia seria o necessário pra evitar doença crônica não transmissível.

A professora também chamou atenção para alternativas ao combate de transtornos como o déficit de atenção, que segundo ela podem ter origem numa alimentação incorreta e serem minimizados ou curados com dietas adequadas “O Brasil é o segundo pais no mundo em venda de ritalina, que age nas mesmas vias da anfetamina. Dão para crianças a partir dos 3 anos de idade para controle dos déficits de atenção e hiperatividade e ninguém pensa no que elas estão comendo. Qual a interferência da matéria-prima que está sendo colocada no organismo para formar e fazer funcionar este cérebro?”
Para auxiliar um consumo saudável desde a infância, em março deste ano o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sancionou a Lei nº 16.140, que prevê a inclusão de produtos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação na rede escolar municipal, onde são servidas diariamente mais de 2 milhões de refeições.

Na opinião da nutricionista ainda há uma inversão de prioridades na hora de escolher um alimento. “A ideia de que somos feitos e funcionamos a partir do que colocamos dentro do nosso organismo não existe. Existe apenas a idéia de quantas calorias possui determinados alimentos.” 

Para ela, deve haver uma preferência por alimentos naturais na nossa base de alimentação, mas não o radicalismo. “Alimentos naturais, mas, além de tudo, que venham com menos agrotóxicos, como a alimentação orgânica. Neles garantimos mais o que mais está faltando pra gente: vitaminas, minerais e fotoquímicos.”

Quer saber mais dobre Denise Carreiro? Acesse aqui


terça-feira, 16 de junho de 2015

As identidades secretas da gordura trans

Fonte: Proteste - As 23 identidades da gordura trans
29 junho 2012

As 23 identidades da gordura trans
É com essa “clareza” que a lista de ingredientes confirma ou refuta a rotulagem nutricional

Ler e entender o rótulo de um alimento industrializado parece ser tarefa para especialistas. Como reconhecer a gordura vegetal hidrogenada na lista de ingredientes quando ela tem mais de 20 nomes diferentes? 

Na lista abaixo estão as 23 denominações de compostos que contêm ou podem conter gordura trans que foram encontradas na pesquisa da UFSC. Com as dicas a seguir, tente concluir, sem dúvidas, se os alimentos que você compra contêm ou não alguma gordura trans em todo o conteúdo do pacote.

O termo “gordura” refere-se sempre a sólidos. As gorduras líquidas são chamadas de óleos, à exceção dos óleos de palma e coco, apesar de naturalmente cremosos.
Segundo a Anvisa, quando se usa a denominação “óleo”, é preciso identificar qual espécie vegetal foi usada (soja, milho, canola etc.), o que, aliás, não se observa na maioria dos nomes encontrados na pesquisa.

A pesquisadora Rossana Pacheco ressalta que o uso de óleo de coco ou palma costuma ser alardeado pelos fabricantes, por serem ingredientes “nobres” e mais caros. Logo, se o rótulo diz “gordura vegetal”, sem especificar, é grande a chance de não ser de coco nem de palma, e sim óleo hidrogenado.

Outra forma de solidificar um óleo é por interesterificação. Este processo não gera ácidos graxos trans..

O grau de hidrogenação (total ou parcial) indica a probabilidade de o ingrediente ter ou não gordura trans (maior na parcial).

Segundo Antonia Aquino, da lista abaixo, somente as denominações “hidrogenada”, “gordura” e “gordura hidrogenada” estão fora do padrão.

As substâncias a seguir, por sua natureza, contêm gordura trans com certeza:
1. gordura hidrogenada
2. gordura
3. hidrogenada
4. gordura parcialmente hidrogenada
5. gordura vegetal hidrogenada
6. gordura vegetal parcialmente hidrogenada
7. gordura parcialmente hidrogenada e/ou interesterificadagordura de soja parcialmente hidrogenada
8. gordura hidrogenada de soja
9. óleo vegetal parcialmente hidrogenado.
10. óleo vegetal hidrogenado
11. óleo de milho hidrogenado
12. óleo vegetal de algodão, soja e palma hidrogenado
13. óleo vegetal líquido e hidrogenadomistura láctea para bebidas (3º ingrediente gordura vegetal)

As substâncias a seguir podem ou não conter gordura trans:
  • gordura vegetal
  • gordura vegetal de girassol
  • gordura vegetal de soja
  • creme vegetal
  • composto lácteo com gordura vegetal (3º ingrediente gordura vegetal) .
  • margarina
  • margarina vegetal
  • margarina vegetal hidrogenada



segunda-feira, 15 de junho de 2015

O não tão doce açúcar ....

Todo mundo gosta de doce, e que ele alegra a vida, não podemos negar. Mas será que são os doces feitos em casa que fazem mal à saúde?

No artigo Açúcar: adoçando a história  contamos um pouco de como essa doçura chegou em nosso país e os diferentes tipos de açúcar que encontramos à venda. 

Falamos também que para adoçar nossos pratos e bebidas o ideal é o mel e a rapadura ralada orgânicos, lembramos que a banana, as tâmaras e as passas também fazem muito bem esse papel.E que na falta desses podemos utilizar o açúcar mascavo orgânico.

Em casa quando faço um doce ou adoço uma bebida, sempre diminuo a quantidade de açúcar que a receita pede e assim vamos acostumando nosso paladar a depender cada vez menos do sabor adocicado demais. 

Pois bem, mas e o açúcar que não podemos controlar? Aquele que está escondido nos alimentos industrializados, os verdadeiros vilões da saúde.

Achei um artigo bem legal na Mdemulher que explica bem as quantidades de açúcar saudáveis ao nosso organismo e o que ingerimos sem prestar atenção:

Açúcar: quantidade diária recomendada
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) 25 gramas de açúcar por dia (cerca de seis colheres de chá) é o ideal para uma alimentação saudável.


Mas como será que o açúcar aparece nos alimentos industrializados?
  • Achocolatado em pó: 3 colheres (sopa) equivalem a 2 colheres (sopa) de açúcar. 
  • 2 balas de caramelo: 2 colheres (sopa) de açúcar.
  • 1 barra de chocolate ao leite (100g) : 3,5 colheres (sopa) de açúcar.
  • 1 barra de chocolate branco (100g): 4 colheres de sopa de açúcar
  • 1 barra de cereal: 1/2 colher de sopa de açúcar
  • 2 biscoitos recheados: 2 colheres de sopa de açúcar
  • Frutas cristalizadas (50g): 2,5 colheres de sopa de açúcar
  • 1 lata de refrigerante: 3 colheres de sopa de açúcar
  • 1 copo de suco industrializado: 1,5 colher de sopa de açúcar
  • 1 lata de leite condensado: 13 colheres de sopa de açúcar

Os outros nomes do açúcar:

Um produto sem açúcar não contém sacarose, mas pode conter outros tipos de açucares como o mel, o xarope de milho e a glicose, entre outros:

  • Maltodextrina, que não tem gosto doce e não é considerado um açúcar por lei - embora 100% se transforme em açúcar no organismo.
  • Maltitol: o produto pode receber a palavra DIET no rótulo e pode receber a expressão ZERO AÇÚCAR no rótulo, mesmo que seja CHEIO de maltitol, que eleva a glicose no sangue quase (75%) tanto quanto o açúcar!
  • Xarope de milho invertido/ glusose / frutose: adoçante concentrado, eleva triglicerídeos, causa obesidade e diabetes. Além de vir do milho que provavelmente é transgênico.
  • Acesulfame-K: duzentas vezes mais doce que o açúcar, pode causar câncer.


Qual é a saída?
Envolva-se com a sua alimentação e com a alimentação de sua família, leia os ingredientes,escolha comida de verdade, caseira. Tem muitas receitas fáceis e rápidas, ideais para quem está se iniciando na arte da culinária. Eu mesma tenho um blog  recheado delas, veja BioCulinária

O único jeito de tomar decisões conscientes é se informar, se educar, entender o que está colocando para dentro do seu corpo, a recompensa é saúde. Parodiando o Pequeno Príncipe, você é eternamente responsável por tudo aquilo que come.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Importância da alimentação orgânica é destaque na BioBrazil

Fonte: Revista Globo Rural

Segundo nutricionista, introduzir hábitos saudáveis na dieta desde cedo é a chave para prevenção de doenças crônicas
POR VINICIUS GALERA DE ARRUDA, COM SUSANA BERBERT


Debate tratou dos benefícios da agricultura orgânica e a nova lei de alimentação orgânica escolar em SP (Foto: Susana Berbert/Ed. Globo)

Nesta semana acontece em São Paulo a 11 ª Feira internacional de produtos orgânicos e agroecologia (BioBrazil Fair | Biofach America Latina). Com 122 expositores, a feira apresenta aos visitantes opções do segmento que vão desde de alimentos orgânicos in natura a biojoias e tecidos, variedade de oferta que aponta para tendência de crescimento do mercado de orgânicos de forma mundial.

Somente no Brasil, o segmento cresce em média 30% a 40% ao ano. Dados do Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD) mostram que o faturamento para neste ano pode atingir até R$ 2,6 bilhões, 30% a mais em relação a 2014.

Ming Liu, coordenador executivo da Organics Brasil, acredita que o aumento da produção e procura por orgânicos é reflexo de uma mudança na mentalidade dos consumidores de forma mundial. “A tendência de consumo hoje é voltada a produtos em que questões como bem-estar e saúde são prioritárias. Hoje as empresas devem buscar produtos práticos, mas não necessariamente industrializados, porque a questão de praticidade apenas não resolve mais. A qualidade dos alimentos conta.”

Saiba mais
Orgânicos em foco
Orgânicos se tornam negócio rentável e organizado
5 empresas de orgânicos que estão diversificando seus produtos

Em debate realizado na quarta-feira (10/6) durante a BioBrazil Fair, anutricionista e professora Denise Carreiro afirmou que introduzir hábitos saudáveis, como o consumo de orgânicos, desde cedo é a chave para prevenção de doenças crônicas e que a alimentação desenvolvida por um indivíduo determina toda estruturação de seu organismo. “A única coisa que forma uma célula é nutriente e a única coisa que nos forma são células. É tudo o que vemos, mas principalmente o que a gente não vê: hormônios, enzimas, neurotransmissores. Nossa renovação celular é feita a partir do que a gente absorve, da matéria-prima que se coloca dentro do organismo.”

Os métodos de produção baseados em agrotóxicos e defensivosoferecem alimentos com até 40% menos vitaminas, minerais e fitoquímico do que a 50 anos atrás, de acordo com a nutricionista. Como exemplo, Denise citou o resveratrol, substância presente na uva que previne problema cardiovascular e cerebral. Antifúngico, o resveratrol é produzido pela própria planta, mas quando ela recebe uma quantidade exacerbada de defensivos com essa função, pára de produzi-lo. “Um alimento que teoricamente teria uma das substâncias mais importantes pra vida não tem mais porque não precisou produzir. Muitos do fotoquímicos que fazem as nossas ações antioxidantes, prevenção de câncer, são feitos pelas plantas para se defender do meio e com agrotóxico temos uma queda muito grande disso.”

Segundo Denise, a deficiência de nutrientes nos alimentos, aliada aos hábitos modernos de se consumir menos frutas, legumes e verduras e mais industrializados, é fator que aumenta gradativamente o número de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, e que estas afetam cada vez mais as crianças.

Desenvolvimento humano

O pico do desenvolvimento do cérebro humano ocorre entre o terceiro trimestre de gravidez aos 18 meses da criança. Até os 5 anos, foi desenvolvido 75% do órgão. “Na infância temos a formação do sistema nervoso central e isso interfere pro resto da vida. Com o que isso é formado? Com substâncias presentes nos refrigerantes, que vemos nas mamadeiras? Com iogurte de morango, que acham que estão dando morango?”. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) um mínimo de 400 gramas de legumes, verduras e frutas por dia seria o necessário pra evitar doença crônica não transmissível.

A professora também chamou atenção para alternativas ao combate de transtornos como o déficit de atenção, que segundo ela podem ter origem numa alimentação incorreta e serem minimizados ou curados com dietas adequadas “O Brasil é o segundo pais no mundo em venda de ritalina, que age nas mesmas vias da anfetamina. Dão para crianças a partir dos 3 anos de idade para controle dos déficits de atenção e hiperatividade e ninguém pensa no que elas estão comendo. Qual a interferência da matéria-prima que está sendo colocada no organismo para formar e fazer funcionar este cérebro?”

Para auxiliar um consumo saudável desde a infância, em março deste ano o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sancionou a Lei nº 16.140, que prevê a inclusão de produtos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação na rede escolar municipal, onde são servidas diariamente mais de 2 milhões de refeições.

Na opinião da nutricionista ainda há uma inversão de prioridades na hora de escolher um alimento. “A ideia de que somos feitos e funcionamos a partir do que colocamos dentro do nosso organismo não existe. Existe apenas a idéia de quantas calorias possui determinados alimentos.” Para ela, deve haver uma preferência por alimentos naturais na nossa base de alimentação, mas não o radicalismo. “Alimentos naturais, mas, além de tudo, que venham com menos agrotóxicos, como a alimentação orgânica. Neles garantimos mais o que mais está faltando pra gente: vitaminas, minerais e fotoquímicos.”

Relação saudável

Além de benefícios físicos que proporciona, a agricultura orgânica também aparece como grande alternativa para construção de um relacionamento positivo do homem com o meio. Fernando Ataliba, agricultor no Sítio Cataventoe conselheiro da Associação de Agricultura Orgânica, falou sobre a importância da produção para manutenção das condições climáticas e do bem-estar do ecossistema por preservar o ciclo das águas que, segundo ele, é impactado negativamente pela agricultura convencional.

Entre as características prejudiciais da agricultura dominante, ele destacou a ausência de árvores, maquinário pesado e o uso de defensivos. “A sua eficiência é baseada fundamentalmente na grande escala, com maquinário pesado e árvores não podem conviver com este sistema. Também utilizam insumos químicos subsidiados, pagos pela toda sociedade, que tornam a agricultura mais barata.”

O problema da falta de árvore, segundo Fernando, é que não há a regularidade necessária de chuva, como acontece quando existe uma floresta preservada. Em relação ao maquinário e a utilização de herbicidas e agrotóxicos, o solo se torna impermeável, perdendo a capacidade de receber água e de encaminhá-la aos mananciais. “Mais importante do que aprendermos a economizar água é aprendermos a não interromper o ciclo da água ”, disse.

Para Fernando, o benefício da agricultura orgânica para o ecossistema está exatamente no fato de que suas bases para produção são copiadas da natureza: as árvores não são apenas toleráveis nas plantações, mas imprescindíveis, e é impossível haver qualidade nos alimentos produzidos na ausência delas. “Áreas descampadas não podem fazer agricultura orgânica. As árvores criam conforto ambiental, rebatem os ventos, abrigam diversidade biológica.” Outra característica do modo de produção é o solo sempre coberto, protegido da incidência do sol e do impacto direto da chuva. “Não se pode colher maravilhosa produção de orgânicos, com muitos fotoquímicos e minerais, em um solo que não esteja absolutamente vivo, com atividade biológica intensa.”

A manutenção das árvores e preocupação com o solo faz com que o ciclo das águas seja preservado e, ainda, que o cultivo de orgânicos utilize menos água, mesmo em culturas irrigadas. Observar a natureza e incorporar os elementos presentes nela é o segredo para quem espera sucesso na produção. “Aprendemos com a natureza coisas fantásticas. A postura de humildade da agricultura orgânica em relação a ela, de tentar sempre olhá-la para aprender, tem tornado possíveis muitas soluções para problemas que a agricultura convencional não consegue resolver.”

Tabela de Alergênicos do Mac Donalds



 





Lembrando:

  • Corante amarelo - altamente alergênico
  • Os famigerados sulfitos, considerados a causa primária da dor de cabeça do dia depois, e de mais várias intolerâncias
  • Glutamato Monossódico que é um realçador de sabor para viciar o paladar.

Fonte: mcdonalds.com.br/secciones/nutricion/include/pdf/tabela_alergenos.pdf

Assentados fornecem arroz orgânico para escolas municipais de SP

Cooperativa vai entregar 1,5 toneladas de arroz orgânico, garantindo alimentação saudável aos alunos e preservando o equilíbrio ambiental
por Redação da RBA publicado 12/06/2015

INCRA



Arroz orgânico é produzido por 522 famílias, em 16 assentamentos, no Rio Grande do Sul


São Paulo – No terceiro contrato com a Prefeitura de São Paulo, a Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), maior produtora de arroz orgânico do país, promete entregar 1,5 toneladas do produto, que vai alimentar cerca de 900 crianças da rede municipal.

Nelson Krupinski, da Cootap, que participa da Feira Bio Brazil Fair, no Parque do Ibirapuera, diz que a inserção de alimentos orgânicos da agricultura familiar na merenda escolar responde a uma demanda da sociedade moderna por uma agricultura que respeita a natureza.

"Produzir de forma respeitosa com a natureza é, também, um ganho econômico, mas também um ganho coletivo, da sociedade, porque não vai contaminar a água, não vai contaminar o solo, e, consumindo mais produtos orgânicos, vamos deixar de consumir o veneno que o agronegócio passa em suas lavouras, anualmente, e dá de presente para a sociedade", afirmou Nelson, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Segundo Nelson, estudos realizados por acadêmicos gaúchos tem comprovado os benefícios da agricultura orgânica na preservação de várias espécies. Em um dos estudos relatados, pesquisadores descobriram que, em uma área determinada de produção tradicional de arroz, com o uso de agrotóxicos, foram encontradas cerca de 200 espécies de insetos. Já para uma área equivalente de cultivo agroecológico, foram encontradas mais de 1.500 espécies vivas.

Para ele, os resultados comprovam que "produzir alimento de qualidade, respeitando a natureza, também respeita outros tipos de vida, fortalecendo o sistema que já existe, de solo, água e demais recursos naturais. Se produz orgânicos, no interior, no campo, e se ganha muito nas cidades".



Carne Suína do Empreendedorismo Familiar Rural chega às unidades educacionais


Compra beneficia cerca de 270 mil alunos


A partir deste mês de junho, a carne suína oriunda do Empreendedorismo Familiar Rural passará a compor as refeições de cerca de 270 mil alunos de 580 unidades educacionais da Rede Municipal de Ensino. O Departamento de Alimentação Escolar (DAE) adquiriu 90 toneladas do produto da Cooperativa dos Suinocultores de Caí Superior, localizada em Harmonia, no Rio Grande do Sul.

O investimento, no valor de R$ 1.089.000,00, beneficiará por seis meses os alunos de unidades educacionais com gestão mista das Diretorias Regionais de Educação (DRE) Butantã, Campo Limpo, Santo Amaro e Pirituba e também as escolas com gestão direta das demais DREs.

A compra também beneficia 59 famílias trabalhadoras de todas as etapas da produção da carne suína, ligadas à Cooperativa dos Suinocultores de Caí Superior.

Na Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Profª Dorina Nowill, da DRE Santo Amaro, a adição da carne suína à composição das refeições foi bem recebida tanto por alunos como pelos educadores. “Gostei muito da carne. Nunca tinha comido antes!”, disse a aluna Julia Gomes. “Também gostei de comer essa carne na escola. Minha mãe já fazia em casa, e eu gosto”, contou o aluno Bruno da Cunha.

Além de saborosa, a carne suína é fonte de proteínas, ferro e vitamina B12, como a maioria das proteínas animais. "A carne suína, comparada com uma carne bovina gorda ou frango com pele, é mais saudável e tem menos gordura, e continua com os mesmos benefícios das proteínas que já oferecemos para os alunos”, explica Isabelle Pinheiro, nutricionista do DAE.

Para a diretora da unidade, Celina Henrique, a introdução da carne suína é importante para a diversificação do cardápio, além de ser mais uma oportunidade de tratar sobre a alimentação em sala de aula. “Com a realização do trabalho em sala de aula antes da apresentação do alimento, as crianças aproveitam mais. Também é importante para elas ter algo a mais no cardápio, poder experimentar algo diferente”, disse Celina.

Alimentos que parecem saudáveis, mas não são

Fonte: FOREVER YOUNG Por Sandra M. Pinto  14:51, 6 Maio 2022 Conheça-os aqui e ponha-os de lado Peito de peru processado:  Tem uma grande qu...

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Feiras Orgânicas